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SUSTENTABILIDADE| 10.06.2022

Comunidades energéticas: o que são e por que elas são uma tendência?

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Cada dia fica mais claro que devemos agir já se queremos dar uma resposta à mudança climática, mas muitas vezes é difícil materializar isso na forma “como fazê-lo”. Uma das atuações factíveis e acessíveis para todos é a utilização das energias renováveis, e uma maneira de fazer isso é impulsionando as comunidades energéticas locais.

De acordo com os dados da UE, as comunidades energéticas são cada vez mais habituais. Os estados que têm um maior número são a Alemanha, com cerca de 1.800, a Dinamarca, com 700, e os Países Baixos com 500. Na Espanha existem 33 registradas, mas nós sabemos realmente em que consistem? Leia este artigo no qual explicamos tudo que você precisa saber sobre esta nova tendência no uso de energias renováveis.

O que são as comunidades energéticas?

Imagine que o seu condomínio de vizinhos ou um coletivo do seu bairro tivesse o objetivo de se beneficiar coletivamente das mesmas instalações de geração de energia. Você consegue imaginar o que este fato representaria? Principalmente, um aproveitamento da capacidade de geração elétrica, uma melhoria na eficiência energética e o potencial para gerenciar a demanda de sistemas de mobilidade sustentável no futuro. Definitivamente, as comunidades energéticas são construídas sobre o conceito do autoconsumo de energia local. Não é algo novo, mas ganhou importância nos últimos anos devido aos seus numerosos benefícios e porque recebeu certo status jurídico e legal, tornando-se uma alavanca fundamental para acelerar a transição para um sistema de energia mais sustentável e sem emissões de CO2.

Por que as comunidades de autoconsumo são uma tendência?

Estas comunidades se destacam por seus numerosos benefícios ambientais e sociais. Por um lado, são especialmente importantes para famílias vulneráveis, já que lhes permitem enfrentar a pobreza energética e fazer uma grande economia. Além disso, melhoram o empoderamento cidadão e fomentam a geração de emprego local e a criação de um tecido comunitário. Por outro lado, entre os benefícios ambientais, podemos destacar a diminuição da energia consumida, um aumento da energia renovável distribuída e a redução dos combustíveis fósseis utilizados.

De acordo com dados do relatório da Amigos de la Tierra, ‘Energia comunitária: o potencial das comunidades energéticas no Estado espanhol’, destaca-se o potencial desta nova figura no sistema elétrico, e estima-se que com 8.245 comunidades energéticas poderiam chegar a ser produzidos anualmente 148.610 GWh até o ano 2030. Com esta energia cobriríamos o equivalente a quase 100% da demanda elétrica para o autoconsumo dos setores doméstico e terciário na Espanha.

Saindo da Europa, as comunidades energéticas também foram reconhecidas pelo seu grande potencial nos EUA e no Canadá. Contudo, na América Latina, a figura é um pouco menos conhecida, embora a Agência Internacional de Energias Renováveis (IRENA) reconheça o potencial das comunidades energéticas para produzir eletricidade sustentável, especialmente para áreas mais isoladas, para que possam administrar seu próprio autoconsumo.

Compra de energia renovável

Seguindo a tendência das comunidades energéticas, na MAPFRE promovemos a utilização de energias renováveis, com a aquisição de energia procedente de fontes 100% renováveis, a instalação de painéis fotovoltaicos em vários edifícios, a reforma integral das nossas instalações e a renovação de equipamentos de climatização com critérios de eficiência energética. Assim avançamos em nosso compromisso com a eficiência energética no âmbito da nossa estratégia de sustentabilidade e com o compromisso de chegar a ser uma empresa neutra em 2030.

Edifícios verdes e painéis solares para autoconsumo

Atualmente 12 dos nossos edifícios, entre eles a Torre MAPFRE de Barcelona, contam com o certificado LEED (Líder em Eficiência Energética e Projeto Sustentável), além de outros dois edifícios com os selos BREEAM e ENERGY STAR. Estes certificados confirmam que estes espaços foram construídos e projetados para reduzir o impacto ambiental, isto é, poupar energia, fazer um uso eficiente da água, reduzir as emissões de CO2, melhorar a qualidade do ambiente interno e minimizar o uso de recursos naturais, entre outros.

Em 2020 instalamos painéis solares de última geração nos edifícios da nossa sede de Majadahonda (Madri). Um projeto que continua crescendo e com o qual queremos chegar a reduzir anualmente mais de meio milhão de quilowatts-hora (kWh), o equivalente a 312 voltas ao mundo e 4 milhões de km em um veículo elétrico.

Atualmente já conseguimos gerar cerca de 400.000 kWh/ano, 4,5% do consumo elétrico da sede em 2021, evitando com isso a emissão de 100 TonCO2. Em 2022 nosso autoconsumo continuará aumentando, graças a este projeto estratégico de energia fotovoltaica incluído no nosso Plano de Sustentabilidade 2022-2024.

Eficiência energética e aproveitamento de recursos

Pusemos em andamento campanhas de conscientização como as de adequação da temperatura de climatização dos edifícios, como ‘Warm Biz’ na Espanha (para a economia do consumo elétrico no inverno) e ‘Cool Biz’ na Espanha e no México (para a economia do consumo no verão).  Além disso, temos 44 sedes certificadas em todo o mundo com o Sistema de Gerenciamento Ambiental ISO 14001, sendo que 25 dessas sedes também são certificadas com o Sistema de Gerenciamento de Energia ISO 50001. Este sistema integrado de gerenciamento promove o uso eficiente de água, energia e matérias-primas.

Compensação de emissões em um projeto de energia eólica no México

Compensamos 15.400 toneladas de CO2 através do Parque Eólico Oaxaca IV, situado na região do Istmo de Tehuantepec, no Estado de Oaxaca, no México. Graças a esta instalação da ACCIONA, que faz parte de um dos maiores complexos de energia eólica da América Latina, conseguimos compensar 84% das emissões de carbono emitidas na Espanha em 2021.

Esta iniciativa faz parte da Estratégia Corporativa de Compensação de Gases de Efeito Estufa, na qual estabelecemos critérios ambientais e sociais para selecionar os projetos onde podemos compensar as emissões que não conseguimos reduzir.

Nós conseguimos realizar esta compensação de emissões graças à colaboração com a empresa Climate Trade, líder internacional em eficiência e rastreabilidade de serviços de compensação de carbono, que colabora com a Acciona, a entidade que administra o Complexo Eólico Oaxaca, que produz energia para 700.000 lares mexicanos, evita a emissão anual de 670.000 toneladas de CO2 à atmosfera e promove atividades educativas e de apoio à comunidade.

Reflorestamento e descarbonização

A compensação de emissões no projeto do México se soma à conseguida através do ‘Bosque MAPFRE’, criado em 2021, no qual englobamos todas as nossas atuações de reflorestamento dirigidas a preservar a biodiversidade e o capital natural e a criar sumidouros de carbono em áreas onde desenvolvemos nossa atividade. Em 2021 plantamos um total de 6.541 árvores na Espanha e em Portugal, que possibilitarão a absorção de 4.000 toneladas de CO2 da atmosfera, neutralizando assim 21% das nossas emissões nestes países.

Com estas iniciativas conseguimos alcançar nosso objetivo de ser uma empresa neutra em carbono na Espanha e Portugal em 2021. Para 2030, nosso compromisso vai muito além, e nossa proposta é reduzir para 50% a pegada de carbono em relação a 2019 e alcançar a neutralidade em todos os países onde operamos e, se isso ainda não é suficiente, para 2050 nos comprometemos a alcançar a neutralidade de emissões de gases de efeito estufa, isto é, conseguir zero emissões líquidas em nossas carteiras de subscrição de seguros e resseguros.

 

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