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ACTUALIDADE | 08.03.2021

Três mulheres fazem história em apenas três meses

 

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Primeira africana à frente da OMC em um importante momento geopolítico 

Em 15 de fevereiro de 2021, Ngozi Okonjo-Iweala se tornou a primeira mulher e a primeira pessoa de origem africana à frente da organização desde sua criação em 1995.

Seu currículo tem o compromisso como ponto central: foi ministra da Economia na Nigéria, diretora executiva do Banco Mundial e presidente do Conselho de Administração da Gavi, aliança global para vacinas.

“Para uma recuperação plena e rápida contra os efeitos devastadores da pandemia, precisamos de uma OMC forte”, declarou durante sua nomeação.

O apoio do novo presidente eleito dos EUA foi decisivo para sua nomeação.

“Nossa organização tem muitos desafios pela frente, mas juntos podemos contribuir para uma OMC mais forte, mais rápida e mais adaptada à situação atual”, declara a Dra. Okonjo-Iweala.

Quais serão seus principais desafios?

“O comércio mundial vive um momento difícil. Primeiro, a onda protecionista antes da COVID-19, e, em seguida, o efeito dos impactos nos setores e cadeias de valor produzidos pela própria pandemia representam para a nova Diretora Geral da OMC, e para a organização como um todo, o desafio de reestruturar as bases do comércio global para que continue sendo o motor do crescimento econômico do mundo”, resume Manuel Aguilera, Diretor Geral da MAPFRE Economics

Esta economista nigeriana, símbolo da luta contra a desigualdade e a pobreza, vincula o comércio ao desenvolvimento sustentável e os cargos, ao mérito, não ao gênero nem ao país de origem. “Se for mulher, maravilhoso. Se for africana, maravilhoso. Espero que seja um sinal de que o mundo está preparado”, disse. 

Kamala, vice-presidente dos EUA: “A política precisa ser relevante”

Kamala Devi Harris, política e advogada, se define em sua conta no Twitter como vice-presidente, esposa, momala (como é chamada pelos filhos do seu marido) e tia. Não há nada do seu passado como ex-procuradora em São Francisco e Procuradora-Geral da Califórnia.

Filha de pai jamaicano e mãe indiana – para ela, uma mãe solteira “que me ensinou a colocar a família em primeiro lugar” – apoia Joe Biden como líder da maior economia do mundo.

Seus dias começam com uma rotina de treino subindo e descendo, com seu marido, os 56 degraus (sua idade) do Lincoln Memorial. Confessou ao ex-presidente Barack Obama que essa era a melhor forma de começar o dia. Muitos discursos históricos, como o “I have a dream” (Eu tenho um sonho), de Martin Luther King, foram feitos nesse monumento.

Ela se apega às realidades. Assim inicia um artigo no The Washington Post lembrando de uma conversa sobre a crise que teve com os trabalhadores do setor de alimentação. Dois milhões e meio de mulheres perderam seu trabalho: esse número poderia lotar 40 estádios de futebol. Há alguns dias, ela descreveu esse fato como “emergência nacional”.

E não para por aí. Ela é rápida, ativa e viral. Ao aceitar a nomeação do seu partido na terceira noite da Convenção Democrata Nacional, Harris disse: “Não existe vacina contra o racismo”, expondo sua visão de um país mais inclusivo.

No New York Times, ela afirmou: “A política precisa ser relevante”.

Será que ela ainda vai se tornar a primeira presidente dos Estados Unidos?

Adoramos sua firmeza sorridente, sua concepção aberta da família, seu apoio à diversidade e seus cumprimentos informais de cotovelo com o chefe. 

Becquart, uma lufada de ar fresco na cúpula do Vaticano 

Nathalie Becquart, a religiosa francesa, nascida em Fontainebleau, foi responsável pelo apostolado dos jovens na França e se tornou, no mês de fevereiro, a primeira mulher com direito de voto em um órgão de poder da Igreja Católica. Isso reflete uma nova direção do Vaticano e um dos maiores marcos em sua hierarquia nos últimos anos.

Em uma entrevista, ela afirmou: “Adoro trabalhar em uma equipe diversificada, como sempre fiz nas minhas diferentes experiências. Para mim, o desafio é este: trabalhar junto na diversidade das vocações”, incluindo mulheres e homens, e também sacerdotes e não religiosos.

Há anos ela acompanha os jovens nas jornadas mundiais celebradas em Sidney (Austrália), Madri (Espanha), Rio de Janeiro (Brasil), Cracóvia (Polônia) e Panamá. Seu aspecto é dinâmico e moderno, e seu desejo poderoso: uma igreja em movimento.

Como ela. Em 1992, ela se formou na HEC, uma prestigiada Escola Superior de Negócios na França, estudou Filosofia e Teologia no Centre Sèvres – Facultés Jésuites de Paris, Sociologia na École des Hautes Études en Sciences Sociales (EHESS) da mesma cidade e se especializou em Eclesiologia com pesquisas sobre a sinodalidade no Boston College School of Theology and Ministry (Estados Unidos). Também passou a atuar como consultora de comunicação e marketing e, durante anos, organizou regatas para estudantes e retiros em alto mar, na frente do leme, uma disciplina que requer destreza e sacrifício.

Adoramos seu dinamismo, sua modernidade e sua paixão pela vela, disciplina que representa valores como a sustentabilidade e o trabalho em equipe.