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SAÚDE | 19.11.2020

Dr. Martínez-Salamanca: “Os homens são mais propensos a postergar cuidados médicos e check-ups periódicos e a levar um estilo de vida menos saudável”

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Para celebrar o Dia Internacional do Homem, entrevistamos o Dr. Juan Ignacio Martínez-Salamanca, especialista em urologia e saúde do homem, para compreender quais são as principais ameaças à saúde da população masculina. Sob o lema “Cuide-se!”, na MAPFRE nós nos unimos ao compromisso de conscientizar sobre a importância da medicina preventiva para os homens.

Dr. Martínez Salamanca

PERGUNTA: Por que é necessário realizar campanhas de saúde com uma perspectiva de gênero?

RESPOSTA: Isso é mais importante do que parece. Incorporar o aspecto de gênero na saúde pública significa levar em consideração a influência de fatores (sociais, culturais e biológicos) em todos os resultados da saúde a fim de melhorar a eficiência, a cobertura e a imparcialidade de todos os programas.

“Os exames periódicos são imprescindíveis para se alcançar uma boa saúde em geral.”

P: Quais são as principais ameaças à saúde masculina?

R: Os homens, em comparação com as mulheres, têm maior probabilidade de postergar cuidados médicos e check-ups periódicos. Além disso, eles levam um estilo de vida menos saudável e têm uma maior incidência no consumo de tabaco e álcool.

Por outro lado, os homens sofrem exclusivamente de patologias como câncer de próstata e baixos níveis de testosterona e, em maior número que as mulheres, de câncer de cólon e doenças cardíacas.

P: Quais são os aspectos mais importantes da saúde urológica?

R: O aspecto mais relevante, sem dúvida, é a realização de exames urológicos em tempo hábil.

Os problemas de próstata são as patologias mais frequentes entre os pacientes com mais de 50 anos, mas a população masculina nem sempre vai ao urologista, sexólogo ou andrologista com regularidade, o que limita o diagnóstico precoce de algumas doenças.

“Mais de um quarto de todas as mortes no mundo estão relacionadas a doenças infecciosas.”

P: Estamos imersos na segunda onda da pandemia de COVID-19. Ela afeta homens e mulheres de forma distinta?

R: Sim. Os pesquisadores do Instituto de Saúde Carlos III mostraram que a mortalidade geral é maior em homens (entre 1,1% e 1,4%) do que em mulheres (entre 0,58% e 0,77%).

As razões parecem ser meramente biológicas. As diferenças na imunidade celular e o aumento na produção de citocinas pró-inflamatórias são responsáveis​por essa distinção na mortalidade por gênero. 

Embora as defesas não sejam as únicas responsáveis, os homens também tendem a ter mais patologias associadas, como hipertensão ou diabetes, que por sua vez são um fator de risco para mortalidade por COVID-19.

Por isso, manter o distanciamento social e usar máscara em todos os espaços públicos é essencial para todas as pessoas, mas, no caso dos homens, é especialmente relevante.

Não se deve esquecer que as doenças infecciosas, como a COVID-19, continuam sendo letais para o ser humano a nível mundial. Mais de um quarto de todas as mortes no mundo estão relacionadas a doenças infecciosas.

P: O que empresas como a MAPFRE podem fazer para melhorar a saúde masculina?

R: É importante promover a medicina preventiva para evitar doenças e outros transtornos de saúde. Trata-se de lançar um conjunto de ações médicas que têm como objetivo promover a proteção da saúde e a prevenção das principais doenças, individual e coletivamente.