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INOVAÇÃO| 13.07.2022

Joan Cuscó: “A inovação ou é aberta ou não é”

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Em um encontro organizado no âmbito do III Fórum Ibero-Americano de Inovação Aberta, o diretor de Transformação da MAPFRE mostrou o modelo de colaboração da MAPFRE, apoiado em todos os mecanismos -intraemprendimiento, aceleração de startups, colaboração com o conjunto do ecossistema, venture capital, etc.- e ofereceu seu olhar sobre a situação Insurtech (tecnologia aplicada aos seguros) na América Latina, em comparação com outras áreas geográficas.

O fórum de debate, intitulado Convidando a resolver: casos de inovação aberta na Ibero-América, abordou as consequências da pandemia, que além do drama humano e social, mostraram uma autêntica aceleração dos processos de digitalização. 

Neste ato, representado no III Fórum Ibero-Americano de Inovação Aberta organizado pela Secretaria Geral Ibero-Americana (SEGIB), o Conselho de Empresários Ibero-Americanos (CEIB), e a Federação Ibero-Americana de Jovens Empresários (FIJE), com o apoio da Secretaria de Estado de Comércio, através do ICEX e do AECID, participaram Joan Cuscó, diretor de Transformação da MAPFRE; Luz Cruz, Innovation Manager do Iberdrola; Ignacio Tovar, diretor de Inovação e Transformação Digital de Iberia; Jackie Arango, gerente de Inovação do Bancolombia; Alberto Sanz, diretor de financiamento e relação com investidores na Invest in Spain, moderados por César Maurín, diretor de Digitalização e Inovação na CEOE. 

Como a MAPFRE apoia a inovação aberta na Ibero-América? 

Cuscó explicou que a empresa dispõe de todos os mecanismos, reunidos em torno do MAPFRE Open Innovation (MOi). Evidentemente, a região está no coração da MAPFRE: “Era inevitável pararmos na Espanha e nos países da América Latina. Lançamos a nossos colegas através do intraempreendimento (#innova) o “sim, é possível”, dando-lhes voz para compartilhar propostas de valor, através de uma chamada que permitiu a participação de mais de 3.000 funcionários. “Depois, focamos nos empreendedores”, admitiu, oferecendo entre outras vantagens “a coisa mais valiosa que temos, os dados”. Anonimizados, conforme a legislação, especialmente as startups vinculadas àInteligência Artificial (IA).

Outro dos trunfos da MAPFRE na região é o acompanhamento no processo de internacionalização. Nos últimos anos, emergiram empresas que se beneficiam da mesma e do acesso ao capital de risco. Segundo o BID, mais de mil empresas de tecnologia na América Latina faturaram mais de um milhão de dólares. 40 delas, com um valor superior a um bilhão, são unicórnios. 

Com tudo isso, “se com frequência é difícil chegar à Serie A, quem dirá se internacionalizar”. A MAPFRE provou com sucesso a inovação inversa em vários países como Costa Rica, República Dominicana, e também Peru, México e Brasil, estratégicos para a empresa.  

Perguntado sobre sua visão sobre as especificidades da insurtech na LATAM, lembrou que sendo inferior em volume em relação a mercados mais maduros como EUA, Alemanha, Reino Unido ou Espanha, “está em plena efervescência, e é onde os investimentos crescem em maior velocidade”. Esse contexto é chamativo para a MAPFRE, e somamos a isso outra particularidade: “Encontramos mais neoseguradoras”, que permitem chegar aonde as grandes não conseguem. 

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Conversa entre iguais

O fórum terminou com o convite aos painelistas para participar de uma intervenção final. Joan Cuscó cunhou uma frase que depois foi retomada em diferentes ocasiões. “A inovação é aberta ou não é”. “Assumindo que todos devemos colaborar, devemos iniciar conversas entre iguais”, disse. “Já aprendemos que temos de nos sentar, ter grandíssimas doses de empatia com as startups, há objetivos e focos que podem ser divergentes…”. Essa humildade, lembrou, será particularmente importante sabendo que “se aproximam, em algumas áreas, momentos de redução de liquidez”.

A partir da experiência da MAPFRE em seu trabalho com unicórnios procedentes de países maduros e que a LATAM acompanha, “às vezes nos damos conta de que os números não se ajustam às necessidades do mercado profissional”. Impulsionar o modelo a nível local é uma questão de sobrevivência. Estamos nisso, com nossos investimentos de capital de risco e apoiando as startups,” definiu.

A inovação age como um pilar de crescimento econômico e como plataforma para encurtar a lacuna de conhecimento. Por isso, não só se falou de inovação corporativa, mas de empreendimento, talento e sustentabilidade, conceitos recorrentes dentro do foco estratégico das organizações.

O III Fórum Ibero-Americano de Inovação Aberta responde ao mandato da declaração de Chefes de Estado e de Governo da última Cúpula Ibero-Americana realizada em Antigua (Guatemala) em 2018 -com presença da MAPFRE- em que se apostou em potencializar os ecossistemas empreendedores e impulsionar e fomentar a inovação aberta em todos os setores produtivos. A XXVIII Cúpula, que se realizará na República Dominicana em março de 2023, tem como lema Juntos para uma Ibero-América justa e sustentável.

Acesse aqui a videoentrevista: Como se tornar um empreendedor? É necessário empatia? Que decisões devem ser tomadas?  (Versão em espanhol)