“Encerramos um excelente primeiro trimestre, que confirma que estamos no caminho certo para cumprir os compromissos do Plano Estratégico, apesar do complexo cenário geopolítico. A rentabilidade continua melhorando de maneira consistente na maioria dos negócios, e encaramos o exercício com um otimismo prudente, baseado na força do nosso modelo de negócio altamente diversificado”. – Antonio Huertas, Presidente da Mapfre.
Mapfre S.A. (Mapfre) adverte que, salvo indicação em contrário, os valores e indicadores contidos neste relatório de atividades são apresentados conforme os princípios contábeis vigentes em cada país, que geralmente não aplicam as IFRS 17 e 9. Alguns ajustes foram realizados para permitir a comparação e agregação entre unidades e regiões. O Grupo Mapfre apresenta suas demonstrações financeiras segundo as normas internacionais vigentes (IFRS) semestralmente. Determinados números foram arredondados. Portanto, poderia haver discrepâncias entre os totais e as quantias listadas nas tabelas devido a esse arredondamento.
1. Contabilidade local homogeneizada
Principais dados econômico-financeiros


- Os prêmios caíram 2,2% em euros, impactados pela depreciação cambial originada no ano passado, em particular do dólar norte-americano. Com taxas de câmbio constantes, os prêmios apresentaram uma redução de 0,2%.
- Os prêmios de Não Vida se reduziram 2,6% em euros, permanecendo estáveis com taxas de câmbio constantes (-0,1%). Seguros Gerais teve uma queda (-3,3%) como consequência do câmbio e de uma menor emissão no ramo de Empresas na Ibéria. Saúde e Acidentes cresceu (+5,3%), com avanços na Ibéria e no Resto Latam, especialmente no México. O ramo de Automóveis apresentou queda de 0,9%.
- Os prêmios de Vida caíram 0,6% em euros (-0,4% com taxas de câmbio constantes). Vida Risco registrou um crescimento sólido (+4,7%), tanto no Resto Latam, especialmente no México, quanto na Ibéria. O negócio de Vida Economia caiu 5,0%, após um primeiro trimestre excepcional em 2025.
- Todas as regiões e unidades contribuíram de maneira positiva para o resultado. O lucro líquido aumentou 12,7%, chegando a 311 milhões, impulsionado pelos seguintes fatores:
- O aumento do resultado técnico de Não Vida (+16,6%), como consequência da gestão prudente e da ausência de grandes eventos catastróficos.
- O negócio de Vida, apoiado por Ibéria e Latam, que contribuiu com 75 milhões para o resultado, com um notável índice combinado de Vida Risco de 85,8%.
- A destacada contribuição do resultado financeiro, impulsionada pela elevada rentabilidade das carteiras e pelas mais-valias financeiras, decorrentes da redução do risco da carteira devido à incerteza nos mercados.
- O índice combinado de Não Vida melhorou -0,9 p.p., atingindo 93,2%.
- O índice de sinistralidade caiu 1,7 pontos, situando-se em 65,2%, apoiado na gestão técnica e na ausência de grandes eventos.
- Por sua vez, o índice de gastos foi de 28,0% (+0,8 p.p.).
- Em Automóveis, o índice combinado se reduziu em 3,0 p.p., chegando a 96,3%, com melhorias destacáveis na Ibéria e Emea.
- Tanto Seguros Gerais quanto Saúde e Acidentes mantiveram índices excelentes, situando-se em 85,8% (+1,5 p.p.) e 94,9% (+0,4 p.p.), respectivamente.
- Os fundos próprios continuaram acima dos 8.900 milhões (-0,4%). As diferenças positivas de conversão, provenientes principalmente da valorização do real brasileiro e, em menor medida, do dólar americano, compensaram a maior parte do impacto negativo da evolução da carteira de investimentos.
- Os ativos sob gestão são apresentados a seguir:

- O índice de Solvência II continuou dentro da faixa-alvo, situando-se em 205,3% ao fechamento de dezembro de 2025, de acordo com números provisórios. Os dados definitivos serão publicados no SFCR do Grupo em 20 de maio de 2026.
2. Informações por regiões e unidades


A Ibéria obteve um resultado de 138 milhões (+13,9%), com destaque para a melhoria no índice combinado
- Os prêmios na Ibéria alcançaram 3.429 milhões (-0,6%), dos quais a Espanha contribuiu com 3.322 milhões (+0,2%). Em Portugal, os prêmios atingiram 107 milhões.
- Os prêmios de Não Vida subiram 1,0%, com uma boa evolução em Automóveis (+2,3%) e Saúde e Acidentes (+3,8%). Por sua vez, Seguros Gerais caiu (-3,9%), devido à emissão extraordinária de Empresas no primeiro trimestre de 2025.
- O índice combinado de Não Vida se reduziu em 1,5 p.p., alcançando 94,1%:
- Destaca-se o negócio de Automóveis, que melhorou para 92,5% (-5,8 p.p.) como consequência das medidas técnicas implementadas.
- Em Seguros Gerais, o índice combinado foi de 101% (+4,2 p.p.), impactado pelas tempestades que afetaram os ramos de Lar e Comunidades. Este efeito deveria se diluir nos próximos trimestres.
- Saúde e Acidentes progrediu para um notável 88,7% (-1,7 p.p.).
- A evolução dos prêmios de Vida (-5,1%) demonstrou uma menor emissão de Vida Economia, que caiu (-6,8%) devido a um maior volume de vencimentos de produtos no primeiro trimestre de 2025. Os prêmios de Vida Risco cresceram 5,9%, com um excelente índice combinado de 64,8%. O negócio de Vida contribuiu com 36 milhões para o resultado (+11,0%).
- A rentabilidade da carteira de investimentos contribui positivamente para o resultado financeiro.
- A Espanha contribuiu com 138 milhões para o resultado da Ibéria, enquanto, neste trimestre, Portugal registrou uma leve perda de 0,4 milhões, motivada pela excepcionalidade das tempestades registradas no trimestre (frente a um lucro de 1,6 milhões em 2025).
O negócio da Latam contribuiu com 114 milhões para o lucro do Grupo, sustentado pela diversificação do negócio
O Brasil manteve um excelente ROE de 26,5%, apoiado na elevada rentabilidade técnico-financeira
- Os prêmios atingiram 1.161 milhões (-0,2%). Em moeda local, o volume de negócios apresentou uma diminuição de 0,6%. A contratação de seguros vinculados a créditos continua condicionada pelas altas taxas de juros, o que impacta os negócios da Agro e Vida Risco. Os demais ramos de Seguros Gerais, tanto industriais quanto particulares, contribuíram positivamente para o crescimento.
- O índice combinado de Não Vida continuou em um nível excelente de 75,4% (-0,9 p.p.). Seguros Gerais registrou um índice de 67,7% (-0,5 p.p.), sustentado no ramo de Agro. O índice de Automóveis melhorou até 101,9% (-0,6 p.p.).
- Por sua vez, o negócio de Vida Risco manteve a sua forte rentabilidade, com um índice combinado de 84,2% (+1,0 p.p.).
- O resultado financeiro cresceu apoiado nas altas taxas de juros.
- O resultado líquido é de 65 milhões (+5,8%).
Resto Latam aumentou seu volume de negócio e contribuiu com 48 milhões para o Grupo (-14,6%)
- Os prêmios subiram para 1.435 milhões (+4,0%), graças aos avanços tanto em Vida quanto em Saúde e Acidentes, que compensaram a menor emissão no ramo de Danos, cujas apólices são frequentemente denominadas em dólares.
- O índice combinado da região apresentou uma ligeira recuperação de 96,7% (+1,5 p.p.). Seguros Gerais se situou em 86,6% (+0,2 p.p.) e Saúde e Acidentes em 99,4% (+1,2 p.p.), enquanto o índice de Automóveis atingiu 98,1% (+1,7 p.p.).
- O resultado de Vida apresentou um lucro atribuível de 16 milhões.
- As receitas financeiras continuaram contribuindo de forma significativa para o resultado.
- No México, os prêmios atingiram 472 milhões de euros (+16,6%), impulsionados pela valorização do peso (+5,1%), e cresceram 10,9% em moeda local. Destaca-se o dinamismo do ramo de Vida (+18,6%) e o sólido avanço de Saúde e Acidentes (+37,5%), como consequência dos ajustes de tarifas decorrentes da mudança no tratamento do IVA. O índice combinado ficou em 96,4% (+0,3 p.p.) e o lucro foi de 12 milhões.
- No Peru, os prêmios alcançaram 239 milhões de euros (-1,7%), impactados pela depreciação da moeda (-2,6%), enquanto em moeda local cresceram 0,9%. O índice combinado se situou em 102,4% (+7,6 p.p.) e o resultado avançou até 15 milhões (+24,0%).
- Na Colômbia, os prêmios atingiram 163 milhões de euros (+4,4%), apoiados pela valorização da moeda (+1,2%), e cresceram 3,1% em moeda local. O índice combinado se situou em um nível excelente de 89,9% (+5,3 p.p.) e o resultado alcançou 5,3 milhões.
A América do Norte registrou um lucro de 30 milhões de euros (+1,3%), melhorando o índice combinado até 95,0% (-2,4 p.p.)
- Os prêmios ficaram em 593 milhões (-10,2% de euros), impactados pela depreciação do dólar (-10,3%) e permaneceram estáveis em moeda local.
- O índice combinado de Não Vida melhorou para 95,0% (-2,4 p.p.), impulsionado pelas medidas técnicas e pelos ajustes de tarifas implementados nos últimos anos. Neste contexto, os índices combinados de Automóveis e Seguros Gerais se situaram em 95,6% (-1,2 p.p.) e 89,2% (-10,9 p.p.), respectivamente, apesar da climatologia de inverno.
- Os Estados Unidos obtiveram 530 milhões em prêmios e um lucro de 28 milhões, enquanto Porto Rico registrou prêmios pelo valor de 64 milhões e um resultado de 2,0 milhões.
Emea consolidou sua melhoria com quatro trimestres consecutivos em terreno positivo e progressos relevantes na Alemanha
- Os prêmios atingiram 494 milhões (+1,6%), impulsionados por crescimentos na Alemanha e na Itália. Na Turquia, o negócio continuou condicionado pela hiperinflação e pela depreciação da lira turca (-20,1%).
- A Alemanha registrou um lucro moderado. Na Turquia, o resultado refletiu o impacto das enchentes ocorridas no sul do país durante o trimestre.
- O índice combinado da região continuou melhorando até 105,6% (frente a 107,7%, em 2025).
- O ajuste por hiperinflação na Turquia permaneceu em linha com o ano anterior, situando-se em -7,7 milhões (-6 milhões em 2025) e o resultado financeiro manteve o impulso das altas taxas de juros nesse país.
- O resultado atribuível atingiu 2,0 milhões (frente a -0,1 milhões em 2025), apoiado na melhoria da Alemanha.
A Mapfre Re obteve um resultado de 85 milhões de euros (+76,8%)
- Os prêmios se situaram em 2.190 milhões (-7,9%), impactados pela depreciação das moedas, principalmente do dólar norte-americano, e pela redução das taxas do mercado de resseguro. O negócio de Resseguro contribui com 1.628 milhões (-6,0%) e o de Riscos Globais com 561 milhões (-13,0%).
- O índice combinado é de 96,8% (-1,1 p.p.). No primeiro trimestre, não foram registrados sinistros relevantes, com exceção das tempestades ocorridas no sul da Europa. Mantém-se uma abordagem prudente, com as reservas na faixa superior de seu intervalo de confiança.
- As rentabilidades da carteira de investimentos contribuíram de forma muito positiva para o resultado financeiro de Não Vida, que aumentou 85,2%. Além disso, foram realizadas mais-valias com um impacto atribuível de 22,4 milhões (frente a 3,9 milhões em 2025).
- O lucro líquido atingiu 85 milhões, com uma contribuição de 75 milhões por parte de Resseguro, com um índice combinado de 97,4%, e de 10,4 milhões de Global Risks, com um índice combinado de 89,2%.
A MAWDY continua contribuindo para o Grupo e registrou melhorias técnicas
- As receitas operacionais, que incluem os prêmios e as receitas por serviços, alcançaram 129 milhões e a unidade apresentou um lucro líquido de 0,6 milhões de euros, com uma melhoria de -0,9 p.p. no índice combinado até 92,3%.




