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TRANSFORMAÇÃO| 10.03.2021

Quais tecnologias vão mudar nossas vidas em 2021?

 

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Todos os anos, recebemos propostas dos gurus do setor sobre as tendências tecnológicas que não podemos perder de vista. Quais serão as deste ano?

O mundo parou com a pandemia de COVID-19. Talvez por isso, as tecnologias chamadas para mudar as nossas vidas em 2021 não são grandes lançamentos de produtos espetaculares, mas tecnologias baseadas em software e produtos da Internet que facilitam nossas experiências on-line.

É o que sustenta Brian X. Chen. Além disso, ele salienta que muitas tecnologias que foram ignoradas ou menosprezadas em 2020 se tornaram mais importantes. Vejamos o caso do Zoom, o aplicativo para a realização de videochamadas que, de acordo com a Business of Apps, passou de cerca de 10 milhões de usuários em 2019 para mais de 300 milhões em abril de 2020.

Tal é o impacto global da doença causada pelo vírus SARS-CoV-2, que todas as tecnologias que hoje são tendências foram praticamente implementadas em 2020 e o que virá a seguir será uma extensão disso. E quais são essas tecnologias que mudaram nossas vidas?

A pandemia nos tornou mais práticos 

E também nos tornou mais digitais; não somente no contexto particular dos lares, mas também no das empresas. A transformação digital, o marco que toda empresa almeja alcançar, foi acelerada ao máximo após o impacto da COVID-19. Um estudo da McKinsey & Company reflete que os consumidores consultados “têm três vezes mais probabilidade, agora do que antes da crise, de dizer que pelo menos 80% das suas interações com os clientes são de natureza digital”.

Essa aceleração dos processos se deve, em parte, ao fato de que muitos serviços ao nosso alcance se transformaram uma necessidade durante a pandemia, especialmente durante os confinamentos mais severos. Brian X. Chen observa que o crescente medo de germes, bactérias e vírus potencializou a interação no mundo virtual em substituição ao real. O contato físico pelo contato digital. É por isso que pagamos com ferramentas contactless no supermercado.

Neste quadro rígido, precisamos incluir que, apesar de as tecnologias que hoje comentamos terem crescido exponencialmente, a inovação em geral sofreu um duro golpe. Como aponta uma análise da Wharton Business School, a produtividade permaneceu alta, mas a inovação desacelerou. Embora ressalte os métodos para recuperar esse vazio, a entidade aponta que as grandes empresas evitam riscos durante tempos convulsos e reduzem orçamentos e investimentos.

Tendências tecnológicas para 2021

Por isso, usamos as quatro categorias destacadas por Brian X. Chen, que reúne e engloba as tendências tecnológicas adotadas pelo efeito social da pandemia:

Tecnologia que substitui nossas lojas: por exemplo, os chatbots, aplicativos que utilizam a inteligência artificial (IA) e que estão representadas em janelas de conversação emergentes que o usuário pode utilizar como recurso de assistência ao cliente. Também a realidade aumentada no setor de retail, por exemplo, para visualizar como ficaria uma peça de vestuário com a única ajuda da câmera do nosso smartphone (e em casa).

Um Wi-Fi mais inteligente: a falta de boas conexões é o que tem propagado, por exemplo, a extensão do trabalho remoto em zonas rurais. Mas o mais importante é que a oferta da internet esteja de acordo com a procura crescente. A norma Wi-Fi 6 será introduzida em 2021 por meio de uma nova geração de routers e, embora não melhore a velocidade, aumentará sua eficiência, permitindo mais dispositivos conectados em banda larga.

Tecnologia que evita o contato: já mencionamos que, por razões de segurança, as necessidades de pagamento à vista foram reduzidas ao mínimo e favoreceram novos recursos sem contato. Brian X. Chen aponta para a tecnologia Ultra-Wide Band como uma tendência em 2021: potencial substituta do Bluetooth, que poderá permitir a ligação de um carro por meio da aproximação do condutor, ou a abertura inteligente da porta da casa com a chegada de seus moradores.

Tecnologia que “virtualiza” os ambientes: já sabemos que podemos trabalhar e fazer reuniões com o Zoom. Que podemos assistir a aulas de ioga no YouTube ou em aplicativos de fitness. O futuro, dizem os especialistas, é fazer essas experiências com Realidade Virtual (VR) ou Realidade Aumentada (AR). O Facebook e a Microsoft propuseram suas alternativas para reuniões virtuais em RV; enquanto a Amazon e a Apple oferecem seus sistemas de rastreamento de atividades para fazer exercícios em casa.

Disrupção fora da pandemia

Até agora tivemos uma versão dessas tendências tecnológicas estreitamente relacionadas ao “efeito da pandemia”. No entanto, ao olharmos além dessa relação estreita, temos uma visão mais completa, na qual se incluem outras tecnologias que não estão diretamente ligadas a esse contexto global.

Por um lado, destacamos a implementação do 5G, especialmente porque, em breve, começaremos a perceber sua implantação. Será um dos grandes protagonistas tecnológicos, não por causa do aumento da velocidade, da conectividade e da segurança da telefonia móvel, mas por possibilitar o aparecimento de dispositivos conectados mais potentes. Infelizmente, sabemos que a Europa precisa se esforçar mais se não quiser ficar para trás na implantação do 5G.

Outras propostas analisadas para as tendências de 2021 incluem tecnologias mais especializadas para as empresas, como os novos avanços em IA e processamento da linguagem, ou novos modelos de previsão de dados no setor de Big Data.

Para concluir, destacamos a edge computing, um novo paradigma de computação como próxima etapa do cloud computing. Hoje, quando guardamos nossos dados na nuvem, eles se centralizam nas grandes empresas de armazenamento na cloud: Amazon, Microsoft, Google e IBM. Isso reduz a eficiência e a produtividade, pois há cada vez mais dispositivos conectados e buscando a nuvem.

No entanto, a edge computing permite que os dados de muitos dispositivos da Internet das Coisas (IoT) sejam processados na mesma fonte que os gera, ou o mais perto possível. O futuro passa por esse novo tipo de computação: a “edge computing é a computação feita na fonte dos dados ou próximo a ela, em vez de depender da nuvem em um entre uma dúzia de data centers para fazer todo o trabalho. Não significa que a nuvem desaparecerá. Significa que a nuvem ficará mais próxima de você”.