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SUSTENTABILIDADE| 15.11.2021

A ONU pede o dobro de esforços para evitar 13 milhões de vítimas no trânsito na próxima década

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A Organização de Nações Unidas (ONU) acabou de apresentar o II Plano Global da Década de Ação pela Segurança Rodoviária 2021-2030, vinculado aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), e que atualiza objetivos e recomendações para reduzir à metade as mortes e lesões. Para a Fundación MAPFRE, com uma Área específica de Prevenção e Segurança Rodoviária, seria conveniente que a segunda década pela segurança rodoviária estivesse “mais orientada à ação” e que as 65 novas medidas propostas contribuíssem para um aumento no financiamento público e maior implicação do setor privado, seguindo o exemplo da Fundación MAPFRE, mais compromisso político entre os países e que sublinhassem a importância do controle e redução da velocidade ao volante.

A Organização de Nações Unidas (ONU) avalia em 13 milhões o número de vítimas mortais, e em 500 milhões os lesionados que se somarão em uma década se não houver uma ação mais firme. Pede aos governos de seus Estados Membros que redobrem esforços para controlar esta pandemia que dura ao menos desde 1896, quando um pedestre transformou-se em Londres na primeira pessoa atropelada por um motorista.

Os números são impressionantes. A cada ano morrem 1,3 milhões de pessoas em acidentes rodoviários e 50 milhões sofrem lesões graves por acidentes de trânsito. É a primeira causa de morte entre crianças e jovens em todo o mundo, de entre cinco a 29 anos. 

O diretor de Prevenção e Segurança Rodoviária da Fundación MAPFRE, Jesús Monclús, na apresentação do Relatório de Avaliação da Primeira Década de Ação pela Segurança Rodoviária, defendeu a conversão de jovens em atores-chave e o reconhecimento explícito da mobilidade segura como um “direito humano fundamental e um bem comum social”. Porque é parte integral de quase todos os aspectos da vida cotidiana das pessoas.  

Os homens possuem de dois a quatro vezes mais risco na direção que as mulheres e elas perdem a vida, sobretudo, quando são pedestres ou passageiras. As regiões menos desenvolvidas levam a pior, com 9 de cada 10 mortos no trânsito.

Se não houver uma contundente ação, o problema continuará acontecendo. Além de mortos e feridos, aumentarão as sequelas psicológicas e as econômicas, impedindo o desenvolvimento sustentável dos países, especialmente daqueles menos desenvolvidos. 

Para um transporte e desenvolvimento sustentáveis  

Porque já não se trata só de reduzir as mortes e os traumatismos nas estradas, mas de apoiar o transporte e o desenvolvimento sustentáveis.

O novo plano integra as ações dentro dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da ONU, com os que a MAPFRE está plenamente comprometida com AParteQueNosToca, estabelecendo que “a mobilidade segura é um pré-requisito para a consecução do resto dos objetivos como, por exemplo, o acesso à educação e o emprego, a luta contra a pobreza e a equidade social, entre outros. 

Para especialistas como Monclús o acerto do novo documento é que põe igualmente ênfase em incrementar o financiamento e a capacitação de profissionais, questões-chave em segurança rodoviária, junto com outras como proporcionar uma maior dimensão de gênero. 

O Relatório de Avaliação da Primeira Década de Ação pela Segurança Rodoviária 2011-2020 diz que, cada vez mais instituições e países estão de acordo com transformar este tema em um assunto de saúde pública, e estabelecer melhores sistemas de registro e notificação de lesões no trânsito, assim como promover a colaboração entre países para conhecer e implantar boas práticas. 

Com tudo, somente 28 países do mundo, que possuem 7% da população mundial, dispõem de uma base legislativa firme na matéria para combater riscos como o abuso do álcool, a velocidade excessiva e a ausência de capacetes em motos ou de sistemas de retenção infantil.

Enfoque integral de sistemas seguros 

Se há dois âmbitos tecnológicos onde o aumento da segurança pode gerar a redução de acidentes são nos carros e nas estradas: Chave para combater distrações, velocidade inadequada, etc. O relatório destaca avanços nas estratégias de segurança rodoviária e criação de órgãos institucionais para garantir seu cumprimento, assim como sistemas que contabilizam anualmente colisões e acidentes nas estradas.

Promover o uso do transporte público e a bicicleta, ou os deslocamentos a pé, figuram como alternativas ao veículo privado.

Um dos desafios da ONU para 2030 é que as novas estradas cumpram todos com os requisitos técnicos de segurança rodoviária para todo tipo de usuários ou obtenham a classificação mínima de três estrelas.   

Entre 2011 e 2020 também se registraram melhoras nos países na exigência do cinto de segurança, presença de ancoragens ISOFIX para cadeirinhas infantis, e sistemas de segurança ativa e passiva, como o controle de estabilidade e detecção de pedestres. Mesmo assim, em 2018, apenas 40 países no mundo haviam ratificado os regulamentos básicos de segurança de tráfego e veículos das Nações Unidas (a ONU tem um total de 193 membros no momento).

O novo Plano Global pede que os países adiram às convenções internacionais da ONU relativas à segurança de veículos e que os fabricantes melhorem os equipamentos de segurança, independentemente da renda per capita dos cidadãos de cada país.

Nos últimos anos, houve poucos avanços na legislação vinculada ao controle da velocidade, mas constatam-se melhorias na adoção de leis que regulam o consumo de álcool ao volante, mas não na disponibilização de um telefone universal de emergência.

Educação no trânsito

A educação também se considera essencial, âmbito prioritário de trabalho para a Fundación MAPFRE em dezenas de países:

O novo Plano Global 2021-2030 aposta na formação em primeiros socorros, a começar pelos motoristas profissionais, e também menciona claramente a educação e formação rodoviária como complemento da legislação e fiscalização policial.

Outras questões nas quais se quer avançar é na legítima aspiração de associações de vítimas para a oferta de um atendimento integral aos acidentados e suas famílias, que inclua números integrados de emergência, reabilitação médica, social e profissional, assim como uma maior justiça reparadora.