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SUSTENTABILIDADE| 08.04.2021

Cidades amigas dos idosos e espaços participativos para cultivar o bem-estar e a economia sênior 

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40% do consumo mundial é movimentado por pessoas com mais de 65 anos. Na Europa, o poder de compra das pessoas entre os 50 e 75 anos é, em média, 12% superior ao dos demais grupos, pois são pessoas em outra fase da vida, que cuida da saúde e que pode continuar trabalhando, poupando e consumindo.

A silver economy (a economia dos grisalhos, que levou a MAPFRE e a Deusto Business School a cunhar o neologismo ageingnomics, associando envelhecimento e economia) oferece muitas oportunidades que devem ser estimuladas pelas políticas públicas, além dos mecanismos tradicionais de proteção social, como saúde pública e aposentadorias. Esta revolução dos grisalhos exige a promoção da colaboração público-privada e incentivos ao desenvolvimento de tecnologias e novas atividades empresariais direcionada ao grupo das pessoas mais velhas.

Sob esse ponto de vista, de abordar publicamente essa transição demográfica irrefreável, o Centro de Pesquisa Ageingnomics realizou seu encontro mais recente, intitulado Territórios a favor da economia sênior, com cerca de 450 acessos via web e redes sociais, e mais de 3.000 visualizações da publicação. O centro foi criado pela Fundación MAPFRE para que a Espanha lidere a estratégia global e para que o envelhecimento abra oportunidades e promova um olhar positivo sobre as mudanças demográficas.

“Com cerca de 450 acessos via web e redes sociais, e mais de 3.000 visualizações da publicação”

Participaram do evento o presidente da Câmara de Saragoça, Jorge Azcón; o vice-presidente da junta de Castela e Leão, Francisco Igea; e a diretora geral de políticas contra o despovoamento do Ministério para a Transição Ecológica e o Desafio Demográfico, Juana López; moderado pela diretora de Seguros e Previdência Social da Fundación MAPFRE, Clara Bazán, ao lado do diretor da Deusto Business School em Madri, Iñaki Ortega. Tamb+em participaram Juan Fernández Palacios, diretor do Centro de Pesquisa Ageingnomics da Fundación MAPFRE, e Eva Piera, diretora geral de Relações Externas e Comunicação da MAPFRE.  


Combater a solidão, epidemia nas cidades

O Presidente da Câmara de Saragoça, uma cidade pioneira na Espanha na adesão à Rede Mundial de Comunidades e Cidades Amigas dos Idosos da Organização Mundial de Saúde (OMS), destacou que as cidades devem repensar seus serviços públicos, seu urbanismo e sua mobilidade e dar resposta às necessidades desse segmento crescente da população.

 “As políticas municipais devem incluir iniciativas específicas para incentivar o envelhecimento ativo e a promoção de redes sociais que ajudem a evitar a solidão dos idosos, a verdadeira epidemia deste século nas grandes cidades e um grave inconveniente para se conseguir uma longevidade saudável que produza benefícios”, Reflete Azcón.

Por sua vez, o vice-presidente da Câmara de Castela e Leão, Francisco Igea, destacou que a sua comunidade autônoma é a maior e com menos densidade populacional na Espanha, mas também é uma das regiões com a maior população de pessoas com mais de 65 anos. Por conseguinte, a gestão das políticas destinadas a promover a economia do envelhecimento requer mais esforços. “Devemos financiar os serviços prestados ao território. Temos, no momento, um sistema de financiamento contrário, porque se baseia no cálculo por habitante. Deveríamos ter colocado o foco nos nossos sistemas de saúde pública. É mais importante termos uma elevada percentagem de vida saudável, por isso, é necessário fazer campanhas desde já para sensibilizar para a importância das atividades físicas, do cuidado com a mente, da leitura…”, afirmou. 

A Espanha anunciou recentemente um plano de medidas para enfrentar o desafio demográfico, que prevê um investimento superior a 10 bilhões de euros destinados a combater o despovoamento e a garantir a coesão econômica e social. 

Juana López recordou que o desafio demográfico e a luta contra o despovoamento são dois elementos complementares: “Temos um território com crise demográfica (cidades) e outro com grande envelhecimento (o rural)”. Ela também apontou que, em um mundo cada vez mais digital, é importante “produzir políticas públicas que fechem as lacunas digitais e gerar cuidadores que capacitem as pessoas. Deixo aqui como uma reflexão para o futuro. Não podemos deixar os idosos para trás”, resumiu.

 

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