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INOVAÇÃO| 21.04.2022

“A criação de um spin-off ou startup independente proporciona inumeráveis vantagens”

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No Dia Internacional da Criatividade e da Inovação, aplaudimos o win-win de colaborar com startups e a criação de novos negócios, espinha dorsal de modelos como a MAPFRE Open Innovation, nossa aposta estratégica para a transformação centrada no cliente. A inovação é um dos valores intangíveis fundamentais para o crescimento.
O diretor global de Transformação da MAPFRE, Joan Cuscó, participou recentemente do podcast Geração de Oportunidades, da Europa Press com McKinsey, no qual explicou o modelo MAPFRE Open Innovation (MOi) – que originou projetos que já beneficiaram mais de 1,5 milhões de clientes – e o compromisso de investir 1% do lucro bruto em iniciativas de inovação.

O MOi integra diferentes linhas de trabalho; além da colaboração com startups e scaleups através do insure_space, que acabou de encerrar a quarta convocação de seu call, promove os investimentos em capital de risco, a construção de novos negócios e aquisições com possibilidades de crescimento.

Sobre a criação de novos modelos de negócio, produtos ou serviços, na MAPFRE utilizam-se as 4 alavancas tradicionais de inovação que, em inglês, se conhecem por Health Partner Invest e articula a colaboração com startups em todo o mundo através do insure_space. O MOi apoia ao ecossistema com investimentos em capital de risco através do fundo Alma Mundi. Da mesma forma, quando a empresa vê uma oportunidade, apoia a construção de negócios a partir de zero, como fez com Savia para o negócio de saúde, assim como as aquisições que permitam crescer e implantar internacionalmente o modelo de investimento.

Quanto à pergunta se a MAPFRE está incorporando modelos operacionais semelhantes às startups e que desafios e oportunidades traz a dita colaboração, Cuscó insiste em que “a criação de um spin-off ou de uma startup independente traz muitas vantagens”. Por um lado, em relação à atração de talento, é sugestivo para determinados perfis de interesse para a empresa. Permite desenhar modelos operacionais e arquiteturas tecnológicas a partir do zero, “sem o que chamamos de legacy”, adverte. O modelo facilita trabalhar canais de distribuição alheios ao setor segurador e, o mais importante, adequar o investimento ao plano de crescimento exponencial de negócio, em vez de submergir-se em um investimento astronômico acompanhado de uma incerteza elevada que, no melhor dos casos, proporcionaria um crescimento linear e praticamente imaterial. “Quando o modelo já está assentado, pode integrar-se em nossa estrutura matriz sem problemas”, adverte.

Mobilidade e saúde

O incremento de novos modelos de negócio, dentro do negócio segurador, está se dando nos âmbitos da mobilidade e da saúde. A irrupção dos novos modelos de mobilidade compartilhada, pessoal e conectada, intermodal e urbana -na opinião de Cuscó- faz com que o produto segurador se deva dirigir às pessoas e aos trajetos, e não tanto aos veículos. Nessa virada ganham peso os dados em tempo real e os modelos preditivos, complementando ou mesmo substituindo os dados históricos e os modelos estatísticos que utilizamos. Por outro lado, a demanda de serviços de saúde e avanços científicos, como a edição genética, farão com que o seguro de saúde, “além de cobrir uma prestação médica quando for necessário, foque em fazer com que a doença ou a enfermidade não aconteça”.

Além da MAPFRE, participaram deste programa representantes da/do Aena, Amazon World Services, BBVA, Enagás, Esade, Grupo Red Eléctrica, GSK, Iberdrola, Ikea e Telefónica, todos eles partidários de promover e potencializar a inovação mediante a colaboração com startups, estabelecendo uma relação que beneficiem ambas as partes.

Assunto pendente

Segundo um recente relatório da McKinsey, a inovação é um dos valores intangíveis fundamentais para o crescimento, e as empresas assim a potencializaram portanto diante de suas próprias necessidades de transformação e adaptação impostas pela crise da Covid-19, apesar de se manter como assunto pendente na Espanha.

O certo é que a inovação não é uma alternativa, mas uma alavanca para fazer frente aos desafios que temos adiante. Em 2018 a MAPFRE Open Innovation assumiu o compromisso de investir 1% de seu lucro bruto em iniciativas de inovação. Neste tempo proporcionou melhorias a mais de um milhão e meio de pessoas no mundo.

Segundo a última pesquisa de Percepção Social da Inovação da Cotec a Cotec -em cujo patronato participa a MAPFRE-, elaborada junto à SigmaDos, é considerada um ingrediente fundamental para a confiança em PMEs e grandes empresas.