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ECONOMIA| 06.10.2021

Fernando Mata (diretor financeiro): “Retornaremos ao dividendo prévio à pandemia, apoiados na melhoria do resultado”

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Os números do primeiro semestre acompanham. O impacto da COVID-19 sobre o setor segurador e, concretamente, sobre as contas da MAPFRE, diminuiu de forma considerável. O lucro atribuível da MAPFRE nos seis primeiros meses deste ano totalizou 364 bilhões de euros, o que representa um crescimento de 34,5% em comparação com o mesmo período do ano anterior. Esta tendência permitirá, segundo indicou ontem Fernando Mata, conselheiro e diretor geral Financeiro da MAPFRE, recuperar a retribuição ao acionista anterior à pandemia. “Permanece o compromisso com os acionistas e desejamos atingir esse dividendo do passado, sempre que o lucro permitir, isto é, os 14,5 centavos por ação”, assinalou o diretor durante a terceira reunião virtual com mais de 190 acionistas particulares registrados, após lembrar que se espera que um lucro sem extraordinários superará 700 milhões de euros.

A MAPFRE realiza este exercício de transparência com os acionistas particulares desde 2017. Porém, como consequência das circunstâncias derivadas da pandemia, realizou de forma online nos últimos trimestres. Nestes quatro anos, o Grupo já realizou mais de dez reuniões tanto neste formato como de forma presencial, em Madri e Barcelona. Ontem, além de Mata, Felipe Navarro, diretor de Mercados de Capitais e de Relações com Investidores e Tesouraria, foi o encarregado de oferecer os números econômicos dos últimos resultados, e José Luis Jiménez, diretor geral de Investimentos da MAPFRE, apresentou todas as iniciativas de investimento com critérios ASG, isto é, ambientais, sociais e de governança, da MAPFRE AM, gestora do Grupo.

 

 

Precisamente, Mata não somente salientou a importância do dividendo financeiro, mas também do compromisso do Grupo com a sustentabilidade: “Para nós, é muito importante gerar riqueza e um dividendo social”. Concretamente, a seguradora aprovou em 2019 o Plano de Sustentabilidade 2019-2021: um roteiro com mais de 30 objetivos para avançar em matéria ASG. A linha de ação abrange temas como a luta contra a mudança climática, a economia circular, a transparência ou a inclusão, entre outros. E, neste momento, o Grupo se encontra trabalhando no Plano de Sustentabilidade 2022-2024, com atividades e uma visão mais exigentes.

No final do ato teve lugar um momento de perguntas que estiveram centradas, principalmente, em três assuntos. Em primeiro lugar, a evolução do acordo de saída com CaixaBank após a absorção de Bankia. Mata lembrou que o especialista independente está trabalhando na avaliação dos negócios que são transferidos “e que esperamos seja resolvido antes de fim ano”. Por sua vez, incidiu-se sobre o impacto no aumento das rentabilidades da dívida e das taxas de juros. A este respeito, Jiménez apontou que, em todo caso, esta mudança de tendência, provocada pela retirada gradativa das medidas de política monetária terá, de qualquer forma, um impacto positivo no balanço.  “É previsível que, nos próximos trimestres, a rentabilidade dos títulos aumente. Não pode ser descartado observar o 10 anos espanhol cerca de 2% daqui a seis ou nove meses. É um cenário que será positivo para as empresas de seguros e muito especialmente para nós, quando 80% do balanço está exposto à renda fixa”, explicou.

Além disso, foi colocado em questão o valor de mercado que está sendo dado ao negócio da MAPFRE. “Contamos com um valor patrimonial de 8.500 milhões, com o que a capitalização de mercado continua longe, apesar do aumento na Bolsa que este ano estamos registrando. Portanto, os mercados ainda não refletem o potencial e os fundos próprios da MAPFRE”, afirmou Fernando Mata.