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SAÚDE | 15.04.2020

A telemedicina como elemento de contenção diante de um contágio em massa

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A chegada da COVID-19 colocou nossas vidas em limites nos quais nunca havíamos pensado. Quem poderia imaginar isolar um membro da família em um quarto dentro da mesma casa? Quem poderia pensar em não pode acompanhar os familiares doentes nos hospitais, ou mesmo não poder participar dos momentos de despedida e de luto tão importantes de nossas culturas? Em resumo, a chegada de uma pandemia como a que estamos enfrentando causou mudanças profundas nos modos como nos relacionamos. Por isso a tecnologia se transformou em uma aliada fundamental nos últimos meses.

Nesse sentido, a telemedicina se mostrou uma ferramenta firme e muitos já se perguntam se essa modalidade deve permanecer ou se, quando o período de confinamento terminar, as coisas devem voltar a ser como antes da pandemia.

Nos últimos dias, lemos no The New York Times uma reportagem afirmando que as visitas médicas virtuais estavam aumentando nos Estados Unidos, como uma maneira segura e eficaz de cuidar da saúde dos pacientes e de conter a propagação do vírus, deixando a ida a hospitais ou clínicas somente quando for estritamente necessário. Na verdade, esse tipo de atenção a distância foi utilizada naquele país para atender e realizar uma primeira triagem aos possíveis pacientes portadores do vírus.

Esse pode ser o ponto de virada para as plataformas digitais de saúde, e o seu trabalho em uma crise de saúde pública como a que estamos enfrentando. Até poucos meses atrás, parecia que a telemedicina estava começando a decolar muito lentamente, mas o confinamento e a pandemia fizeram muitas seguradoras oferecerem esses serviços a seus clientes.

Esse foi o caso da Savia, a plataforma digital de saúde da MAPFRE, que atende diariamente cerca de 2 mil pacientes, para consultar mais de 200 profissionais de dez especialidades, para tratar de todos os tipos de casos e responder a perguntas sobre a COVID-19. Em seu primeiro ano, a Savia atendeu mais de 120 mil clientes e, em 16 de março, a plataforma abriu seus serviços a todas as pessoas, por meio do registro no site ou o download do aplicativo.

Até o momento, o número de consultas telemáticas duplicou, beneficiando todas as pessoas. Quanto mais consultas possam ser feitas de modo virtual, maior será a possibilidade de reduzir a saturação dos centros hospitalares. A telemedicina não é uma novidade, é uma realidade, e a situação vivenciada pela COVID-19 nos permitirá dar um passo adiante para que ela se transforme em um modo habitual no relacionamento com a saúde.

De acordo com a declaração de Pedro Díaz Yuste, diretor geral da Savia, “Estou convencido de que essa nova maneira de interagir com os médicos, que aparece hoje como uma necessidade imposta pelo confinamento, será vista como natural quando pudermos sair de casa, por causa do imediatismo e do conforto que ela proporciona”.

Consultas por vídeo 24 horas por dia, chat com médico especialista, agendamento de consulta por telefone com o médico necessário, avaliador de sintomas à disposição, que indicará as etapas a serem seguidas, e relatórios e prescrições médicas via celular, são alguns dos motivos para pensarmos em dar à telemedicina um lugar destaque ao pensamos em nossa saúde. O imediatismo, a mobilidade ou a falta de horários disponíveis são muitas das vantagens oferecidas por esse modo de conceber a medicina.