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FINANÇA  | 31.10.2022

A MAPFRE Economics prevê que a economia global cresça 2,7% em 2023

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  • A zona do euro irá encolher durante três trimestres consecutivos
  • O PIB global para este ano aumenta dois décimos de ponto percentual, até 3,2%

A MAPFRE Economics, o Serviço de Estudos da MAPFRE, acredita que a economia mundial crescerá em 2022 um pouco mais do que se tinha previsto em julho: de 3,0% para 3,2%. No entanto, espera um maior golpe para 2023, com um aumento menor, de 2,7%. Assim declara no informe “Panorama Econômico e Setorial: perspectivas para o quarto trimestre”. Os dados sugerem que, a partir do último trimestre deste ano, o esfriamento econômico começará a ser sentido como resultado da elevada inflação, do preço da energia, do endurecimento da política monetária e da guerra na Ucrânia. Além disso, aumentaram as possibilidades de cristalização do pior cenário, o que reduziria o crescimento econômico global para 2% em 2023.

O golpe será maior na Europa do que nos Estados Unidos. As estimativas dos especialistas da MAPFRE Economics apontam que a zona do euro terá três trimestres consecutivos de contração, o que implica que o PIB ficará em torno de zero o próximo ano. Em contraste, espera-se que o país norte-americano inicie 2023 em recessão e que se recupere para a primavera, de forma que terminaria o próximo ano com um modesto crescimento de 0,2%. Estas cifras, no entanto, poderiam piorar caso não cesse a escalada inflacionária e continuem endurecendo as condições financeiras; nesse caso se prevê uma contração de -0,5% para os EUA e de -0,3%, para a zona do euro.

Pelo menos um terço das economias mundiais entrará em recessão técnica o ano que vem, entre elas Alemanha e Reino Unido, cujo PIB cairá até -0,4%. No caso espanhol espera-se uma notável desaceleração, com uma queda de mais de um ponto percentual em relação às previsões de julho, quando se estimava um aumento de 2,4%. Apesar do recorte, o país se salvará da recessão e terminará 2023 com um crescimento de 1%. Os analistas também revisaram, ainda que neste caso em alta, as previsões para 2022: aumenta em três décimos, até 4,4% o PIB para este ano, graças a um melhor desempenho no segundo trimestre do que o que foi previsto originalmente pelo Instituto Nacional de Estatística.

Apesar de que a Espanha se salva da recessão, o relatório alerta da possibilidade de que o crescimento em 2023 caia ainda mais, até 0,6%, se persistem os altos custos energéticos, bem como sua gradual repercussão nos serviços. Sendo assim, “seria difícil evitar os efeitos de segunda rodada”. Consideram ainda que as subidas das taxas de juros terão efeitos nos mercados de crédito, com custos mais elevados, aumento de inadimplência e possível contração de crédito.

Por enquanto os níveis de emprego resistem; de acordo com os números oficiais foram criados mensalmente quase 30.000 empregos a cada mês em termos dessazonalizados. Mas o endurecimento das condições financeiras e a deterioração do consumo privado poderão refletir-se em um aumento do desemprego.

No caminho oposto ao do resto das economias, prevê-se que a China tenha um crescimento menor em 2022 do que no próximo ano. As estimativas sugerem que o PIB deste ano será de 3,2% pelo impacto da política de Covid zero; e que a taxa crescerá até 5,0% em 2023. Em qualquer caso, as tensões com os Estados Unidos, a disputa pela independência de Taiwan e as vulnerabilidades financeiras, mantêm uma elevada incerteza no âmbito internacional.

Outro fator de alta incerteza é a dívida. O relatório determina que, “em um contexto em que os sucessivos aumentos das taxas de juros por parte das principais economias para combater a inflação se consolidam, a sustentabilidade da dívida começa a deteriorar-se rapidamente”. O temor é maior entre os países emergentes, apesar de que também pedem prudência entre as grandes economias.

Você pode consultar o relatório completo clicando aqui:

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