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CORPORATIVO | 10.28.2020

Ramón Carrasco: “A pandemia não causou problemas de liquidez ou solvência nas entidades seguradoras”

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O Diretor corporativo de Riscos da MAPFRE participou da conferência “Future of Insurance” do Institute of International Finance (IIF)

A pandemia de COVID-19 que o mundo está enfrentando em 2020 aumentou o nível de incerteza em muitas áreas da atividade econômica, o que se traduz, por exemplo, em maior volatilidade do mercado financeiro, na limitação de direitos essenciais como a livre circulação de cidadãos, com consequente impacto na atividade econômica, ou no surgimento de novos riscos, como a cibercriminalidade, que se agravam com o aumento do trabalho remoto.

Mas em meio a esse cenário, “as entidades seguradoras não tiveram problemas de liquidez ou solvência resultantes da COVID-19”. É o que afirmou o Chief Risk Officer da MAPFRE, Ramón Carrasco, durante seu discurso, nesta terça-feira, na conferência sobre o futuro dos seguros organizada pelo IIF.

“As seguradoras identificaram a liquidez desde o início da crise como um dos riscos possíveis e, quando os reguladores colocaram o foco na liquidez, as empresas já haviam feito seu trabalho.” Posteriormente, o foco foi para a necessidade de fortalecer a posição de solvência das entidades. “Não houve quedas substanciais nas posições de solvência das seguradoras. Os diferentes grupos têm administrado sua tesouraria e seus ativos com prudência.”

Por isso, Carrasco, que participou de um painel sobre planejamento de contingência flexível, explicou que é especialmente relevante que “não sejam adotadas medidas regulatórias que criem obstáculos aos fluxos de liquidez e de capital dos grupos seguradores.

O Diretor corporativo de Riscos da MAPFRE descreveu como o risco de continuidade do negócio da empresa tem sido administrado desde o início da crise. “As experiências sobre as medidas adotadas e as lições aprendidas com a gestão de crises nos primeiros países afetados pelo vírus foram rapidamente transferidas para nossas entidades em outras regiões por meio do desenvolvimento de protocolos que desenvolvemos e adaptamos. Isso nos ajudou a enfrentar e administrar proativamente a crise que se aproximava e a ter nossas equipes preparadas. Por sua vez, isso nos permitiu minimizar os impactos que poderíamos ter sofrido, antecipando em muitos casos as medidas desenvolvidas a nível local pelos diferentes governos. Podemos dizer que preparamos antecipadamente nossas operações na LATAM graças às lições aprendidas na Europa.”