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SUSTENTABILIDADE| 23.09.2021

Sete chaves para melhorar a mobilidade sustentável no Brasil

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Um estudo elaborado pela Fundación MAPFRE, em colaboração com o Centro Brasileiro de Análise e Planejamento (Cebrap), analisa o auge de bicicletas e patinetes elétricos no país e revela a necessidade de adotar mudanças de legislação, modelos de negócio e de hábitos dos usuários. Qual é o objetivo? Que a nova mobilidade seja mais sustentável e segura, um dos pilares no qual trabalha a Fundación MAPFRE em todo o mundo.

Com o imparável crescimento da população urbana no Brasil, a mobilidade tornou-se um tema central no desenvolvimento de suas políticas públicas e aparecem novos modelos de transporte. O uso de bicicletas e patinetes elétricos estendeu-se, seja mediante compras individualizadas ou compartilhando serviços de empresas do setor.

Para compreender melhor o contexto no qual se estão popularizando estes veículos na sociedade brasileira e suas implicações para a segurança viária, a Fundación MAPFRE elaborou junto com o Cebrap a análise Segurança viária e veículos elétricos para a mobilidade pessoal no Brasil: contexto, percepções e perspectivas.

A análise cobriu mais aspectos como a legislação, a representação destes tipos de veículos sobre o conjunto de transportes utilizados, estudos acadêmicos, consumidor potencial de VMP elétricos no Brasil, e sistemas de intercâmbio.

“Este estudo tem como objetivo apontar mudanças que possam fazer com que a mobilidade urbana seja mais segura, mais sustentável e inclusiva”, explica Fátima Lima, Diretora de Sustentabilidade e representante da Fundación MAPFRE no Brasil.

Sobre este dilema, o dos benefícios de se mover em bicicletas e patinetes elétricos e, por outro lado, o da ausência de regulamentação que destacam os especialistas, referiu-se recentemente Lima em um artigo de capa publicado em Valor Econômico, onde explica a fundo o projeto.

 

 

Proteger os entregadores

Segundo o estudo, a pandemia de Covid incrementou o uso de bicicletas elétricas por parte dos entregadores.  “Pode ser uma solução muito interessante por dois motivos: por um lado, ajuda a que as condições de trabalho sejam menos cansativas para trabalhadores que viajam todo o dia pela cidade e, por outro, permite-lhes melhorar suas rendas, incrementando as entregas.”

Em termos gerais, reflete a necessidade de reduzir a velocidade na estrada, educar em prevenção os motoristas de veículos de maior tamanho, adotar mudanças legislativas e também, na fabricação de bicicletas e patinetes. “Entendemos que os sistemas de intercâmbio, excelentes em termos de democratização do uso, precisam revisar seus modelos de negócio para que a carga não estimule a velocidade dos motoristas”, acrescenta.

 

Conclusões do estudo

  1. A circulação de VMP elétricos está regulamentada pelos mesmos padrões estabelecidos para modos similares à propulsão humana.
  2. O interesse nos transportes elétricos na Internet é relativamente recente: os portais de busca de bicicletas elétricas ganharam notoriedade em 2017 e os de patinetes elétricos, em 2018.
  3. Há consenso em que melhorar a segurança viária passa por acalmar o trânsito, reduzir a velocidade e construir infraestrutura adaptada à micromobilidade.
  4. Os acidentes que afetam ciclistas elétricos são muito similares aos observados entre ciclistas comuns. Os usuários de patinetes elétricos estão mais afetados por quedas por desequilíbrio ou imperfeições no pavimento (buracos, grades, etc.)
  5. Para ser viável como meio de transporte no Brasil o patinete elétrico deve adaptar-se às particularidades urbanas de suas cidades. É necessário ajustar freios, suspensão, rodas e pneus, para que respondam às características climáticas, de estrada e de circulação do país.
  6. Apesar de que seu consumo está crescendo, o perfil dos usuários de VMP elétricos no Brasil continua sendo muito elitista e, no momento, é um produto com maior presença entre as pessoas com mais recursos.
  7. Os sistemas de intercâmbio são excelentes ferramentas para democratizar os VMP elétricos. É importante revisar seu modelo comercial. Ao cobrar por tempo de uso, fomentam a velocidade, o que entranha riscos e acidentes. Idealmente, a carga se realiza conforme a distância (de quilômetro inicial ao final).