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SUSTENTABILIDADE| 04.06.2021

Um escritório para ODS: setor privado, essencial para preservar nosso capital natural

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Ethiclab

Não importa quando você vai ler isto. Podem ter se passado 365 dias ou uma década, o meio ambiente continuará monopolizando as conversas todo dia 5 de junho. O que você precisa fazer: cada Dia Mundial do Meio Ambiente é uma nova oportunidade de parar para refletir. Porque precisamos mudar o que fizemos, especialmente quando a atividade humana envolve graves prejuízos aos ecossistemas e recursos naturais. De acordo com o relatório Planeta Vivo 2020, o planeta perdeu dois terços de sua população de vertebrados em apenas meio século por conta da atividade humana.

“A humanidade está desperdiçando seu orçamento natural. Uma profunda mudança cultural e sistêmica que nossa civilização até hoje não conseguiu alcançar é de extrema urgência: a transição para uma sociedade e um sistema econômico que valorizem a natureza”, diz Marco Lambertini, diretor geral da WWF, no estudo. Até 1970, nossa ocupação ecológica global era menor do que o ritmo de regeneração da Terra, mas os excessos subsequentes acabaram deteriorando seriamente a saúde do planeta.

Esta é exatamente a bandeira que as Nações Unidas levantam hoje, no Dia Mundial do Meio Ambiente, que prioriza as conversas sobre a recuperação do ecossistema e o cuidado com a biodiversidade, uma barreira imunológica essencial para evitar que patógenos – transmitidos de animais para humanos – continuem a provocar crises de saúde globais no futuro. Recuperar ecossistemas significa prevenir, conter e reverter prejuízos. Investir no verde.

É aqui que entra em ação o sistema econômico, juntamente com o setor privado: qualquer mudança substancial do bem-estar da biodiversidade acabará, de uma forma ou de outra, afetando a condição econômica das sociedades. Neste contexto, onde parecemos estar jogando pedras em nosso teto de vidro, é imprescindível perguntar-nos: Estamos caminhando em direção ao futuro sustentável das empresas e, portanto, da sociedade?

A resposta prevê bons resultados. O mundo dos negócios nunca desempenhou um papel tão significativo nas Nações Unidas como o faz atualmente. Cada Objetivo de desenvolvimento sustentável (ODS) incorpora boa parte da alavanca de mudança sobre as próprias empresas – sejam multinacionais ou cooperativas – para contribuir positivamente com o alcance dessas metas. Mesmo o ex-secretário da ONU, Ban Ki-moon, disse: “Pessoalmente, peço que você tome providências. O setor privado exerce um papel fundamental no sucesso de cada um dos objetivos globais”.

No nosso país, mais de 85% das empresas espanholas incluem os ODS em suas agendas e processos, concentrando-se principalmente na identificação dos objetivos mais prioritários, no desenvolvimento de produtos e serviços que gerem contribuição e na realização de projetos de ação social. Esses números são fornecidos pela Rede Espanha do Pacto Global, maior iniciativa de responsabilidade social do mundo, que reúne todas as entidades que aderem ao Pacto Global das Nações Unidas, simbolizando, mais uma vez, a importância que a malha empresarial tem no cuidado com o meio ambiente.

Tal como a organização descreve, ao analisar quais ODS chamam as empresas a agir, “Saúde e bem-estar”, “Ação para o clima”, “Vida marinha”, “Fome zero” e “Paz e Justiça”, são atualmente os objetivos mais trabalhados pela malha empresarial por meio de diferentes estratégias. Empresas como a MAPFRE refletem o crescente compromisso do setor privado com o cuidado do planeta por meio de diferentes ações em suas linhas de trabalho, o que fortalece modelos de análise e governança abrangentes de riscos ambientais – tanto de negócios quanto de investimentos – e identifica oportunidades de desenvolvimento sustentável para empresas de seguros.

A lista continua. Esta empresa também se insere no grupo de entidades que procuram promover os compromissos da Agenda 2030 pela medição de seu impacto ambiental e da definição de metas para a redução das emissões e da neutralidade do carbono. Assim, a MAPFRE optou por integrar a variável das mudanças climáticas na empresa, bem como a inclusão de critérios ambientais, sociais e governamentais na definição de produtos com baixo teor de carbono.

Como um eixo fundamental de sua atividade, a economia circular ocupa também uma posição privilegiada no planejamento da seguradora, que decidiu minimizar a produção de resíduos em suas atividades, evitando a geração de 25,8 TM de resíduos plásticos em 2019 e recuperando um total de 132.589 peças de mais de 30.000 veículos inutilizados para dar a eles uma segunda chance.

Processos como esses contribuem para a chamada “cultura ambiental”, que alimenta mudanças substanciais nos mecanismos do setor privado, em todos os elos da cadeia, dos funcionários até os cargos da alta administração. Assim, mais de 2.000 funcionários da seguradora receberam treinamento sobre o meio ambiente, que aconteceu por meio de grupos de trabalho qualificados em mudanças climáticas, economia circular e ODS para continuar a transformação rumo a uma redução de carbono.

Por fim, o tema que nos une nestas linhas, neste dia: biodiversidade. A perda de ecossistemas afeta a economia com perdas de quase 14 bilhões de dólares por ano, uma conta – tanto em termos de capital natural como de economia – que logo mais não teremos como pagar. Nesse quesito, a MAPFRE assinou vários acordos de colaboração com organizações para a preservação da biodiversidade, tais como WWF Espanha, o Pacto por la Biodiversidad (Espanha), Funzel (El Salvador), Bird Life, Nature Trust (Malta) e Para la Naturaleza (Porto Rico), um passo firme no investimento em restauração e preservação dos ecossistemas, o único capital que, no momento da verdade, decidirá o futuro da espécie humana. Neste Dia Mundial do Meio Ambiente, a Organização das Nações Unidas relembra: cada dólar investido na restauração da biodiversidade se converte em sete a trinta dólares de lucros para a sociedade. Vamos mesmo perder essa fortuna ecológica?