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SAÚDE| 10.06.2024

Tatuagens eletrônicas para cuidar da sua saúde

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Você conhece esta tecnologia? Certamente não, porque ainda está em fase de desenvolvimento. Mas adiantamos que as tatuagens eletrônicas não são coisa de ciborgues, nem têm nada a ver com estética, já que podem ser utilizadas futuramente para manter um melhor controle de variáveis relacionadas à nossa saúde e atividade esportiva.

Há muitas anedotas que cercam o mundo das tatuagens ao longo da história, especialmente se levarmos em conta que a primeira tatuagem parece datar de mais de 5.000 anos atrás e que os egípcios foram seus inventores. Naquela época, sua prática era principalmente preventiva, já que existia a crença de que a tatuagem poderia servir para manter a doença afastada.

Elas foram introduzidas na sociedade ocidental no século XVIII e eram realizadas em portos, razão pela qual quase sempre foram atribuídas a marinheiros. Sua popularização chegou no século XX e, atualmente, estão amplamente difundidas como forma de expressão e decoração corporal.

O setor de saúde também está apostando em aderir a essa tendência lendária e encontrou uma maneira de fazer isso. Quer saber como?

Utilidade e funcionamento

As tatuagens eletrônicas são uma novidade que, no momento, está decolando e adiantamos que pouco tem a ver com a estética. Seu alcance no âmbito da saúde está começando a tomar forma e, como no caso dos egípcios, está mais relacionado com o campo da prevenção, mediante o controle de variáveis da nossa saúde ou como um possível método de detecção precoce de doenças.

O que queremos dizer é que estas tatuagens eletrônicas estarão concebidas para serem capazes de detectar a presença de febre, determinadas infecções e outras alterações fisiológicas, bem como para vigiar e medir constantes vitais à distância, como a pressão arterial ou a temperatura, para depois armazenar a informação.

No entanto, com uma vantagem incrível: ao contrário das tatuagens tradicionais, com a ajuda da biotecnologia, esses dispositivos eliminam as agulhas, pois não é necessário atravessar a pele, mas destinam-se a ser incorporados como pequenos adesivos – feitos de materiais poliméricos – com impressão direta ou adesão, que podem ser deformados ou enrugados, como a nossa derme, sem serem danificados.

Neste caso, os pigmentos habituais também serão substituídos por uma tinta com “nanorastreadores”, capazes de enviar, receber e coletar informação. Alguns dos sistemas que vão possibilitar seu funcionamento são bastante conhecidos, como a NFC (Near Field Communication), que utilizam os cartões de crédito contactless, e a tecnologia sem fio de radiofrequência. Além disso, estão sendo trabalhados para que possam gerar sua própria energia através do movimento do usuário e que sejam autônomos.

Exemplos de uso

Seu uso para monitorar variáveis da nossa saúde pode ser, portanto, muito prático, já que o controle é permanente e atualizado. O dispositivo coletará diariamente as informações sobre nosso estado físico e as armazenará como relatórios médicos, o que dará a oportunidade de levar sempre consigo os dados atualizados. Além disso, sensores multifuncionais permitirão realizar exames médicos como eletroencefalogramas ou eletrocardiogramas.

Outras pesquisas mostram que as tatuagens eletrônicas podem se tornar um método de detecção precoce de determinadas doenças ou de melhor monitoramento de patologias crônicas. Talvez um dos projetos mais avançados seja o do Instituto Tecnológico de Massachusetts (MIT), para a vigilância da glicose no sangue em pacientes diabéticos. Por meio de tecnologias ópticas e colorimétricas, as informações sobre os níveis de glicose são obtidas sem picadas incômodas, apenas com mudanças de cor na tatuagem, favorecendo a atenção rápida em caso de alteração nos valores adequados. 

Assim como os relógios e as pulseiras inteligentes também serão capazes de coletar dados sobre a atividade esportiva, as horas de descanso, as pulsações cardíacas e incluir a localização GPS (pensemos em sua utilização em pessoas com demência ou Alzheimer).

E muito mais

Além de reunir informação sobre nosso estado físico e armazená-la, as tatuagens eletrônicas vão oferecer muito mais. No futuro, seu uso poderá ser estendido a várias aplicações fora do campo da saúde ou do esporte, como o controle de automação residencial de dispositivos e eletrodomésticos e até mesmo o pagamento sem fio, no qual o trabalho já está em andamento.

Como em quase todas as novidades tecnológicas, as tatuagens eletrônicas contam com detratores e admiradores, entre estes o fundador da Microsoft, Bill Gates, que sustenta que poderiam chegar a substituir os telefones celulares graças a suas vantagens.

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