No começo do mês, soubemos que a Mapfre voltou a integrar o índice Dow Jones Best-in-Class World, um dos termômetros mais importantes em escala global para reconhecer as empresas listadas na Bolsa que realizam as melhores práticas em matéria de sustentabilidade. Isso inclui um desempenho exemplar nos âmbitos social, ambiental e de boa governança (ESG). Também foi incluída, pela primeira vez, no índice Dow Jones Best-in-Class Europe, que reúne 20% das empresas europeias com melhor comportamento de entre as 600 maiores por capitalização de mercado.
Além do reconhecimento que já representa fazer parte de índices focados na sustentabilidade, a inclusão traz outros benefícios adicionais para a Mapfre.
Há investidores que replicam esses índices. É uma estratégia de gestão passiva, que adquire participações em cada empresa listada de acordo com o seu peso nesses indicadores. “A presença da Mapfre nestes índices de sustentabilidade, automaticamente ajuda a elevar a visibilidade entre este tipo de investidores”, explica Leandra Clark, Diretora de Relações com Investidores e Mercados de Capitais da Mapfre.
Outro benefício extra é a diversificação da base de investidores do grupo. Os fundos que investem em índices de sustentabilidade possuem um perfil diferente dos veículos ligados a indicadores gerais ou setoriais. Dessa forma, a Mapfre pode atrair acionistas em áreas onde outras empresas não conseguem chegar por não fazerem parte destes índices.
Nem todos os investidores interessados na sustentabilidade são fundos indexados ou de gestão passiva. Estar em um índice como o Dow Jones Best-in-Class World “incrementa o atrativo da Mapfre entre investidores com objetivos ESG ou que possuem como benchmark um índice ESG sem estar indexados”, acrescenta Leandra Clark. Ela ressalta que todas as vantagens mencionadas acima se traduzem em um aumento da visibilidade do grupo perante qualquer tipo de investidor focado na sustentabilidade.
Um peso crescente
Qual é o peso desses investidores orientados pela sustentabilidade no capital da Mapfre? Atualmente, eles não apresentam um volume tão grande a ponto de influenciar o comportamento do valor das ações. São outros fundos, tanto de gestão ativa quanto indexados centrados na macro, que possuem essa capacidade. Contudo, “chegamos a observar algum fundo focado em ESG entre nossos investidores principais, e este tipo de investidores podem ter cada mais relevância”, destaca Leandra Clark.
A Mapfre é atualmente a única seguradora espanhola presente nesses índices. Este fato pode ser uma vantagem na hora do investidor diversificar a sua carteira? Em princípio não, porque os investidores focados em ESG não costumam adotar um critério setorial, mas sim vinculado à sustentabilidade. Além disso, sob a perspectiva dos investidores institucionais, as companhias seguradoras costumam ser incluídas junto com os bancos no grupo do setor financeiro.




