Para muitas pessoas, as tão esperadas férias finalmente chegaram e, com elas, também alteramos nossas rotinas, com tudo o que isso acarreta… inclusive para o nosso bolso.
Mudamos os horários, o ritmo e até o modo de gastar: beber um drinque no terraço, uma escapada de última hora, jantares em restaurantes, o mimo que fica difícil de recusar fora de casa… E é muito bom que seja assim, pois é para isso que as férias servem. O problema é que as finanças pessoais não tiram folga nesse período. As faturas continuam chegando, as contribuições para seus investimentos seguem o seu rumo e, às vezes, a tranquilidade do verão estimula exatamente o oposto do que é conveniente: mexer no dinheiro quando não é conveniente.
Negligenciar as finanças por poucas semanas não costuma ser catastrófico, mas pode deixar cicatrizes. E alguns dos erros mais caros não acontecem ao gastar em excesso, mas sim alterando uma carteira que estava indo bem. Aqui estão os seis hábitos para desligar de fato sem que a sua conta, nem os seus investimentos, paguem o preço.
1. Estabeleça um orçamento para as férias (antes de começar)
Os gastos nas férias raramente disparam por uma grande compra; eles se elevam por uma série de várias delas. Definir com antecipação o montante destinado à viagem (hospedagem, transporte, refeições, lazer e uma margem para imprevistos) evita essa impressão de “depois eu vejo o quanto gasto lá”, que quase sempre resulta em um valor maior que o planejado. Não é preciso pensar em um orçamento fechado como uma gaiola: ele é o que permite justamente aproveitar os momentos sem o peso na consciência de não saber o rumo de suas despesas.
2. Não deixe suas faturas e seus débitos automáticos sem acompanhamento
Enquanto você estiver fora, suas obrigações operam em piloto automático: hipoteca ou aluguel, consumos, seguros, mensalidades. É prudente checar antes de sair se há saldo suficiente para cobrir os débitos agendados e se uma cobrança importante não coincide com o período de maiores gastos da viagem. Uma fatura não paga gera comissões e uma tremenda dor de cabeça no retorno. Cinco minutos de checagem prévia economizam o susto.
3. Atenção aos gastos “formiga” da viagem
Fora de casa, às vezes, dá a sensação de que pagar “dói” menos: um café aqui, uma lembrancinha ali. São quantias irrisórias que, por serem pequenas, não registramos, mas que somadas corroem o bolso em silêncio. Não se trata de renunciar aos pequenos prazeres das férias (eles fazem parte da experiência), mas de estar ciente deles. Verifique os gastos acumulados a cada poucos dias, sem obsessão. Isto é o bastante para evitar uma surpresa no final.
4. Não mexa na sua reserva de emergência
O fundo de emergência existe para o inesperado: uma avaria, um imprevisto de saúde, uma queda na renda. Férias não são uma emergência; elas constituem um gasto previsível que deveria estar integrado no orçamento do ano. Custear a viagem tirando dinheiro desse colchão (ou, pior ainda, recorrendo a um empréstimo rápido) deixa você desprotegido justamente quando mais precisa de tranquilidade. Se o plano não encaixa sem recorrer a essa economia, talvez a solução não seja gastá-la, mas sim adaptar a viagem.
5. No coloque de férias seu plano de economia e seus investimentos
É tentador “fazer uma pausa” nas contribuições regulares ao plano de poupança ou ao fundo de investimento para ter mais folga em agosto. O risco é que essa pausa se estenda e que o hábito, uma vez interrompido, seja difícil de retomar. Os investimentos rendem melhor com o tempo e a constância: contribuir de forma regular, além disso, reduz o impacto das flutuações do mercado, já que em alguns momentos se compra mais caro e em outros mais barato. O que constrói o patrimônio no longo prazo é a disciplina, não os grandes esforços pontuais.
6. Não tome decisões de investimento no calor do momento
Aqui está o erro mais silencioso e, muitas vezes, mais caro. Em agosto, com menor movimentação nos mercados, qualquer movimento chama mais atenção e é fácil interpretá-lo como um sinal de perigo. Então, surge a tentação de vender “por via das dúvidas”, de aguardar a suposta queda após o verão para voltar a aplicar, ou de reajustar a carteira apenas por causa do calendário. Tentar adivinhar o momento exato de entrar e sair raramente funciona, nem mesmo para os profissionais do setor. E checar a carteira a toda hora da espreguiçadeira apenas estimula decisões por impulso.
Se a sua situação pessoal, o seu horizonte e o seu perfil de risco não mudaram, sua estratégia também não precisa mudar pelo simples fato de que seja agosto.
Zelar pelas finanças nas férias não significa deixar de aproveitar, mas sim determinar limites simples e evitar os movimentos impulsivos. Um pouco de previsão antes das férias e um pouco de tranquilidade durante a viagem bastam para retornar descansado e sem sustos.
E se ao analisar a sua situação surgirem dúvidas, é sempre recomendável dar esse passo acompanhado. Na Mapfre contamos com uma rede de especialistas financeiros, como os da Mapfre Gestión Patrimonial, prontos para ajudar você a construir e manter uma estratégia alinhada ao seu perfil e aos seus objetivos, no verão e durante o ano todo.




