“Os primeiros seis meses do ano permitem confirmar a excelente evolução do Grupo. O modelo de negócio diversificado nos permite, com a devida cautela, ser otimistas em relação à segunda parte do ano. A operação nos Estados Unidos fortalecerá nossa liderança em diversos estados da região nordeste, gerando ainda mais valor para nossos clientes e acionistas”, disse Antonio Huertas, presidente e CEO da Mapfre.
Mapfre S.A. (Mapfre) adverte que, salvo indicação em contrário, os valores e indicadores contidos neste relatório de atividades são apresentados conforme os princípios contábeis vigentes em cada país, que geralmente não aplicam as IFRS 17 e 9. Alguns ajustes foram realizados para permitir a comparação e agregação entre unidades e regiões. O Grupo Mapfre apresenta suas demonstrações financeiras segundo as normas internacionais vigentes (IFRS) semestralmente. As definições e métodos de cálculo das medidas financeiras utilizadas neste relatório podem ser consultadas no seguinte link: https://www.mapfre.com/media/2026/07/2026-06-medidas-alternativas-rendimiento.pdf
Determinados números foram arredondados. Portanto, poderia haver discrepâncias entre os totais e as quantias listadas nas tabelas devido a esse arredondamento.
1. Contabilidade IFRS
A Mapfre, S.A. aplica nas Informações Intermediárias Consolidadas enviadas à CNMV as Normas Internacionais de Informação Financeira adotadas pela União Europeia (incluindo, entre outras, a IFRS-UE 17 sobre Contratos de Seguro e Resseguros, e a IFRS-UE 9 sobre Instrumentos Financeiros).

2. Contabilidade local homogeneizada

- Os prêmios cresceram 1,1% em euros. As taxas de câmbio constantes aumentaram 0,5%.
- Os prêmios de Não Vida permaneceram estáveis tanto em euros (+0,3%) quanto em taxas de câmbio constantes (+0,0%). Seguros Gerais teve uma queda (-1,1%) muito influenciada pela variação cambial, além de uma menor emissão no ramo de Empresas na Ibéria. Saúde e Acidentes cresceu (+8,0%), com avanços na Ibéria e no Resto Latam, especialmente no México. O ramo de Automóveis cresceu 1,4%, com uma contribuição positiva na maior parte das regiões.
- Os prêmios de Vida aumentaram 3,8% em euros (+2,3% com taxas de câmbio constantes). Após a excelente emissão na Ibéria no decorrer do segundo trimestre de 2025, impulsionada por uma apólice corporativa importante, o negócio de Vida Economia permaneceu estável em euros durante este exercício (-0,6%). Vida Risco demonstrou um sólido crescimento (+8,7%), alavancado pelo Brasil, México e Ibéria. Ao desconsiderar o impacto da apólice corporativa, o crescimento de Vida chegaria a 15,5%.
- A maior parte das regiões e unidades contribuíram de maneira positiva para o resultado. O lucro líquido aumentou 9,4% até 624 milhões, impulsionado pelos seguintes fatores:
- O incremento do resultado técnico de Não Vida (+9,3%), decorrente de uma gestão prudente e na ausência de grandes eventos catastróficos que pudessem afetar a conta de resultados.
- O negócio de Vida, apoiado por Ibéria e Latam, contribuiu com 137 milhões para o resultado, com um notável índice combinado de Vida Risco de 87,9%.
- A contribuição relevante do resultado financeiro, amparada pela alta rentabilidade das carteiras e pelas mais-valias, obtidas principalmente durante o primeiro trimestre.
- O índice combinado de Não Vida melhorou até 92,8% (-0,3 p.p.):
- O índice de sinistralidade melhorou 1 ponto, situando-se em 65,0%, apoiado na gestão técnica e na ausência de grandes eventos. Por sua vez, o índice de gastos foi de 27,8% (+0,6 p.p.).
- Em Automóveis, o índice combinado foi de 98,4% (-1,2 p.p.), com destaque para a melhoria na Ibéria e na América do Norte.
- Tanto Seguros Gerais quanto Saúde e Acidentes mantiveram índices sólidos, situando-se em 81,1% (-0,1 p.p.) e 97,9% (+2,1 p.p.), respectivamente.
- Os fundos próprios atingiram 9.592 milhões (+7,1% durante o ano), com um impacto positivo tanto da carteira de investimento quanto das diferenças de conversão oriundas da valorização do dólar e de moedas latino-americanas.
- Os ativos sob gestão são apresentados a seguir:

A taxa de Solvência II permaneceu acima da média do intervalo estipulado, alcançando 206,8% no final de março de 2026.
3. Informações por regiões e unidades

A Ibéria obteve um resultado de 279 milhões (+16,6%), consolidando a forte melhoria do índice combinado
- Os prêmios na Ibéria somaram 5.979 milhões (-0,5%), dos quais a Espanha representou 5.722 milhões (-1,5%), enquanto Portugal somou 257 milhões (+25,5%).
- Os prêmios de Não Vida aumentaram 1,0%, com um bom desempenho em Automóveis (+1,7%) e Saúde e Acidentes (+3,9%). Por sua vez, Seguros Gerais caiu (-2,2%), afetado pela emissão extraordinária de Empresas no primeiro trimestre de 2025.
- O índice combinado de Não Vida melhorou -2,3 p.p., atingindo 93,7%.
- Cabe ressaltar a boa evolução do índice de Automóveis que se posicionou em 94,7% (-3,7 p.p.), fruto das medidas técnicas adotadas.
- O índice combinado de Seguros Gerais apresentou uma melhoria de até 93,3% (-2,0 p.p.), mesmo diante do impacto das tempestades que afetaram os ramos de Lar e Comunidades no decorrer do primeiro trimestre do ano.
- Saúde e Acidentes continua em um notável 93,9% (+0,6 p.p.).
- A contração dos prêmios de Vida (-3,6%) evidenciou um efeito comparativo em razão da emissão de uma apólice corporativa relevante de Vida Economia ocorrida no segundo trimestre de 2025. Excluindo essa operação, o crescimento dos prêmios de Vida seria de 18,8%. Os prêmios de Vida Risco cresceram 6,6%, com um índice combinado de 75,7%. O negócio de Vida contribuiu com 61,4 milhões para o resultado (+2,1%).
- A Espanha contribuiu com mais de 273 (+16,4%) milhões ao resultado da Ibéria. Por sua vez, Portugal contabilizou um lucro de 5,2 milhões (+26,9%).
- O negócio da Latam, amparado pela diversificação dos negócios e pela alta rentabilidade técnica-financeira, contribuiu com 218 milhões para o lucro do Grupo
O Brasil manteve um excelente ROE de 25,1%, fundamentado na excelência técnica
- Os prêmios alcançaram 2.249 milhões (+4,1%), impulsionados pela valorização do real brasileiro. Em moeda local, o volume de negócios apresentou uma diminuição de 0,7%. A contratação de seguros vinculados a créditos continua condicionada pelas altas taxas de juros, o que impacta os negócios da Agro e Vida Risco. Os demais ramos de Seguros Gerais, tanto industriais quanto particulares, contribuíram positivamente para o crescimento.
- O índice combinado de Não Vida continuou em um nível excelente de 73,8% (+1,5 p.p.). Seguros Gerais registrou um índice de 65,7% (+2,3 p.p.), sustentado no bom desempenho do ramo de Agro. O índice de Automóveis continuou em 102,4% (+0,6 p.p.).
- O negócio de Vida Risco continuou apresentando uma excelente rentabilidade, com um índice combinado de 85,5% (+3,7 p.p.).
- O resultado financeiro cresceu apoiado nas altas taxas de juros.
- O resultado líquido se situou acima de 136 milhões (+4,3%).
Resto de Latam continua crescendo em prêmios e contribuiu com 81 milhões para o resultado do Grupo
- Os prêmios subiram até 3.099 milhões (+6,6%), impulsionados pelos negócios tanto em Vida quanto em Saúde e Acidentes, que continuaram demonstrando um crescimento sólido e que compensam a menor emissão no ramo de Danos, cujas apólices são frequentemente denominadas em dólares.
- O índice combinado recuperou até 99,1% (+3,9 p.p.). Seguros Gerais se situou em 90,6% (+4,9 p.p.) e Saúde e Acidentes em 100,9% (+2,0 p.p.), e o índice de Automóveis atingiu 100,8% (+5,2 p.p.).
- O negócio de Vida obteve um resultado líquido de mais de 26 milhões.
- As receitas financeiras continuaram contribuindo de forma significativa para o resultado.
- No México, os prêmios aumentaram para 1.271 milhões de euros (+13,5%), impulsionados pelo efeito positivo da taxa de câmbio (+7,2%), registrando um crescimento de 5,9% em moeda local. Mantêm-se os avanços em Vida (+19,1%) e Saúde e Acidentes (+40,4%). O índice combinado ficou em 101,6% (+6,1 p.p.) pressionado pelo aumento dos custos com sinistros, que será gradualmente compensado via ajustes de tarifas em Saúde e Acidentes e Automóveis. O resultado atingiu 9,2 milhões (-63,0%).
- No Peru, os prêmios alcançaram 454 milhões de euros (+6,6%), impulsionados pela ligeira valorização da moeda (+0,4%), enquanto em moeda local cresceram 6,2%. O índice combinado se situou em 102,0% (+6,8 p.p.) e o resultado avançou até 30 milhões (+22,1%).
- Na Colômbia, os prêmios atingiram 275 milhões de euros (-2,0%), apoiados pela valorização da moeda (+7,9%), e diminuíram 9,2% em moeda local. O índice combinado ficou em 99,5% (+10,9 p.p.), fruto de um incremento generalizado da sinistralidade e o resultado atingiu 7,2 milhões (-47,9%).
A América do Norte apresentou um resultado de 69 milhões de euros (+14,1%) e continuou melhorando o índice combinado
- Os prêmios somaram 1.286 milhões (-6,9% em euros), impactados pela depreciação do dólar (-5,9%), enquanto apresentaram uma queda de 1,1% em moeda local.
- O índice combinado de Não Vida avançou para 94,6% (-1,8 p.p.), graças às medidas técnicas e aos ajustes de tarifas implementados nos últimos anos. O índice combinado de Automóveis ficou em 96,8% (-0,8 p.p.), enquanto Seguros Gerais registrou uma melhoria expressiva de até 80,6% (-8,2 p.p.).
- Os Estados Unidos registraram 1.116 milhões em prêmios e um resultado de 63 milhões, enquanto Porto Rico obteve prêmios pelo montante de 170 milhões e um resultado de 5,6 milhões.
EMEA moderou o resultado e fortaleceu suas reservas
- Os prêmios atingiram 935 milhões (+10,5%) com crescimentos na Alemanha e na Itália.
- A Alemanha apresentou uma melhoria importante no lucro e colocou o índice combinado abaixo de 100% (-12,6 p.p.).
- O resultado da Turquia continuou demonstrando o impacto das enchentes ocorridas no primeiro trimestre, além dos ajustes por hiperinflação, que geraram um impacto líquido de -14 milhões (-9,6 milhões em 2025) e a depreciação da lira turca (-12,4%). O resultado financeiro continuou sendo favorecido pelas altas taxas de juros nesse país.
- A Itália apontou prejuízos de 14 milhões após o reforço das reservas em carteiras de negócios não rentáveis.
- A região apontou prejuízos de 4,6 milhões, em comparação com um lucro de 3,3 milhões em 2025, e manteve o índice combinado em 107,4% (-0,1 p.p.).
A Mapfre RE incrementou seu resultado até quase 186 milhões de euros (+24,6%)
- Os prêmios continuaram influenciados pela queda das taxas de mercado, fixando-se em 4.339 milhões (-1,5%). O negócio de Resseguro chegou a 3.351 milhões (+0,3%), enquanto Global Risks gerou 988 milhões (-7,0%) refletindo o recuo das taxas de seguro e o impacto das moedas, já que a maioria de suas apólices estavam denominadas em dólares.
- O índice combinado continuou em 95,2% (-0,7 p.p.). Ao longo do semestre, não foram registrados sinistros com impacto de quantia relevante, com exceção das tempestades em Portugal e na Espanha no mês de fevereiro. Em relação aos terremotos na Venezuela ocorridos no final de junho, considerando as informações atualmente disponíveis, calculou-se uma estimativa conservadora do sinistro com um impacto atribuível máximo de 25 milhões. Diante da ausência de eventos relevantes, mantém-se uma abordagem prudente, com as reservas na faixa superior de seu intervalo de confiança.
- As rentabilidades da carteira de investimentos tiveram um impacto muito positivo no resultado financeiro de Não Vida, que aumentou 42,4%. Além disso, foram realizadas mais-valias com um impacto atribuível de 26 milhões (frente a 6 milhões em 2025).
- O lucro líquido ficou em 186 milhões, com uma contribuição superior a 165 milhões por parte de Resseguro e um índice combinado de 95,5%, e acima de 20 milhões de Global Risks, com um índice combinado de 90,5%.




