Diretora de Negócio Digital da Mapfre

 

Considerando uma estratégia que anteriormente priorizava o preço, estamos em um momento em que a hiperpersonalização do serviço e da experiência é muito importante.

Nesse sentido, os seguintes processos são fundamentais:

Somente assim podemos conseguir um relacionamento próximo e de excelência com nossos clientes, que responda às necessidades deles de forma proativa, quando necessário, e de forma preditiva, para antecipar as necessidades futuras, com base no perfil e em contatos anteriores.

 

Impacto da tecnologia 

As expectativas e o comportamento de quem confia em nós mudaram devido ao impacto da tecnologia em suas vidas em áreas muito diversas.

Temos como exemplo a plataforma de conteúdo Netflix, em que não existem páginas iniciais iguais. Ahiperpersonalização dos seguros significa interagir com os clientes em tempo real. Devemos ser capazes de oferecer a eles o produto certo, no momento certo e pelo canal certo.

Para isso, é necessário implantar os seguintes recursos:

Além disso, isso exige agilidade, praticidade, simplicidade e facilidade de entendimento, transparência e capacidade de ação em tempo real (com poucos cliques para realizar um pedido).

Todas essas tendências impactam, sem dúvida, o modelo de negócio de seguradoras como a Mapfre,, que buscam:

Personalização inversa

Comparado ao paradigma tradicional que permite ao setor se personalizar a partir do que a empresa pode oferecer ao cliente, a tendência será a personalização “reversa”. A viagem fará o cliente definir a necessidade do seguro, o nível de cobertura que deseja (por exemplo, baixo, médio ou alto) e quanto ele pode ou está disposto a pagar pelo serviço. Com isso, a empresa poderá customizar o produto ou a proposta de valor de forma abrangente, adaptando-a à real necessidade do cliente. Dessa maneira, ao colocar a pessoa no centro, ela provavelmente valorizará e perceberá melhor o produto.

Em um ramo particularmente complexo como o de automóveis, em que existem mais limitações, abrem-se caminhos que permitem a operacionalização, introduzir características on/off em seguros, pagamento por utilização, subscrições temporárias etc. Sem dúvida, nesse ramo os dados adquirem um valor maior: se forem fornecidos pelo cliente, a empresa poderá oferecer um produto personalizado. Se ela não dispor de dados, poderá oferecer somente um produto padrão. Para os clientes que conhecemos melhor, será possível criar coberturas e produtos personalizados. 

Essa jornada da hiperpersonalização se torna ainda mais necessária ao considerarmos os hábitos de consumo atuais, baseados na espera do que é necessário. Deve-se considerar o indivíduo, adaptar uma proposta a ele e ao seu contexto com facilidade e rapidez. As seguradoras com mais visão e futuro serão aquelas que saberão medir e atuar sob esses parâmetros.

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