A maneira como os humanos interagem entre si e com a tecnologia está em plena transformação. A evolução da inteligência artificial (IA), a expansão dos agentes digitais e a integração de dispositivos inteligentes estão redefinindo a maneira como nos comunicamos, trabalhamos e tomamos decisões. A linha entre interação humana e automação se torna cada vez mais tênue, com sistemas que não apenas respondem às nossas necessidades, mas também as antecipam. 

A Mapfre, seguradora líder na Espanha, sexta maior seguradora europeia e grupo segurador principal na América Latina, realizou uma análise para apresentar quatro cenários plausíveis que explorem como a interação poderá evoluir até 2035 e estudar qual papel o setor de seguros poderá desempenhar neles. Os resultados foram apresentados no relatório “O futuro da interação: a funçao da interaçao em um mundo configurado por assistentes virtuais”. 

“Os cenários que apresentamos neste relatório pretendem definir o terreno em que se materializará a realidade em torno do futuro da interação, tanto na esfera pessoal quanto corporativa. Não buscamos prever o futuro, mas sim refletir, de forma plausível, sobre como a evolução da interação entre humanos e máquinas pode ocorrer. Essa abordagem nos permite nos preparar para as possíveis mudanças que o futuro trará e trabalhar para que se materialize o melhor cenário para todos”, explica Bárbara Fernández, diretora-adjunta de inovação corporativa na Mapfre. 

Quatro cenários de evolução 

Para desenvolver essa reflexão, foi realizada uma pesquisa com base em diversos materiais publicados sobre o tema e entrevistas com especialistas em interação, tecnologia, indústria, sociologia, psicologia e comportamento em nível global. Com base nesta pesquisa, quatro cenários plausíveis foram elaborados para 2035: 

    • Cenário 1: “Onde o muro nos deteve”. A evolução tecnológica não atinge as expectativas e caracteriza-se por uma digitalização limitada. A IA tem um papel reduzido, sendo eficaz apenas em tarefas repetitivas e simples. Os telefones celulares permanecem como a principal plataforma de interação. A interoperabilidade entre aplicativos e dispositivos é deficiente, gerando fricções na experiência digital e limitando a funcionalidade das ferramentas tecnológicas. Esse cenário reflete um ecossistema tecnológico estagnado, onde as ferramentas digitais não conseguem transformar significativamente a forma de atuação no setor segurador. 
 
 
 

Implicações para o setor de seguros 

As implicações foram analisadas individualmente em cada cenário e, posteriormente, foram identificados elementos comuns a todos eles, permitindo reduzir as incertezas que enfrentamos. 

A partir dessa análise, conclui-se que o setor de seguros enfrenta um contexto com elementos que se intensificarão com o tempo: 

“Em um presente e futuro em que as interações humano-máquina são cada vez mais comuns, as seguradoras precisam intensificar seus esforços para entender e se adaptar aos clientes, redefinir processos e modelos operacionais, fortalecer os fundamentos tecnológicos, capacitar seus colaboradores e estabelecer parcerias estratégicas para apoiar seus segurados”, destaca Javier Maraña, responsável pelo escritório de inovação tecnológica da Mapfre. “Não podemos perder tempo; na Mapfre já estamos trabalhando nessa direção”, acrescenta. 

 

Você pode fazer o download do relatório completo neste link. 

 

Metodologia 

O relatório aplica a metodologia Futurecasting. Os cenários foram gerados com uma base de conhecimento coletado por meio de métodos de pesquisa primária e secundária, identificando os fatores que determinam a evolução da realidade em torno do tema alvo. Esses fatores foram organizados em treze drivers que estruturam os cenários. 

Esta metodologia permite posicionar os participantes nos quatro futuros alternativos e ajuda a entender como se chega a essa situação, quais são as implicações derivadas e quais oportunidades surgiriam.