A Mapfre realizou sua tradicional reunião com os acionistas, que ocorre várias vezes por ano, para apresentar os resultados trimestrais. Trata-se de um procedimento de transparência que o Grupo executa há oito anos e, nesta ocasião, a evolução do negócio, os avanços da cotação e o dividendo estiveram no foco de atenção dos investidores.
“Continuamos concentrados na excelência técnica, com importantes melhorias em quase todos nossos negócios, mercados e unidades. As tendências positivas de trimestres anteriores se consolidaram neste trimestre, refletindo-se no notável crescimento do resultado, que atingiu 829 milhões de euros. Aproveitamos também para reforçar o balanço”, explicou Felipe Navarro, Diretor Corporativo de Relações com Investidores, Mercado de Capitais e M&A da Mapfre.

No evento, que contou com a participação de 82 assistentes no formato presencial, Navarro ressaltou que estes resultados demonstram o sucesso de nosso Plano Estratégico 2024 – 2026, focado na melhoria da eficiência e da produtividade, no crescimento rentável, na sustentabilidade na gestão do negócio e nos avanços em transformação e cultura Mapfre.
A melhoria generalizada dos resultados não passou despercebida nos mercados: até o momento, a Mapfre foi uma das seguradoras europeias com maior incremento na bolsa de valores, com um crescimento 3,5 vezes superior que o índice de referência europeu para o setor segurador e quase o dobro do IBEX 35.
“A evolução do preço da ação foi extraordinária este ano, com uma revalorização de mais de 60% e variando em uma faixa entre 3,85 e 4,15 euros por ação desde o final de setembro, o que nos permite alcançar uma capitalização de mercado próxima de 12,250 bilhões de euros”, destacou Leandra Elizabeth Clark, diretora de Relações com Investidores e Mercado de Capitais da Mapfre.

De fato, os analistas que acompanham o valor foram revisando para cima suas estimativas de lucro e o preço-alvo. “As principais agências de classificação reconhecem nossa força financeira e a solidez de nosso balanço”, afirmou Navarro, coincidindo com uma melhoria por parte da Fitch em uma nota de “A” como emissora, de “A-”, com perspectiva estável, para os avanços no desempenho do negócio da empresa e as boas previsões de lucros.
Além disso, a Mapfre voltou a integrar os índices MSCI graças ao comportamento da ação nos últimos meses, que chegou a alcançar um novo máximo histórico acima dos quatro euros. A empresa tinha sido excluída em 2020, em um contexto de quedas generalizadas dos mercados devido à pandemia.
Clark salientou que o retorno a este índice é relevante, ao ser utilizado como referência para muitos fundos de investimento, e como “benchmark” para avaliar o rendimento da maior parte dos fundos de gestão ativa. Portanto, o retorno da Mapfre à MSCI “favorece uma maior cobertura por parte de investidores e analistas”.
Os bons resultados possibilitaram ao Grupo melhorar o dividendo, com o qual o total pago neste exercício atingirá 16,5 centavos por ação, somando ao total pago de 508 milhões de euros. Este é o dividendo mais elevado da história da empresa após quatro aumentos consecutivos. “Cada vez distribuímos mais dividendos, nosso compromisso com o acionista está comprovado”, sustentou Navarro.