CLAVES DEL PRIMER SEMESTRE

O lucro também esteve condicionado a essa situação e o resultado do Grupo no fechamento de junho ficou em 271 milhões de euros – 27,7% inferior ao obtido entre janeiro e junho do ano anterior. O resultado está fortemente impactado pelos sinistros da COVID-19 registrados na Unidade de Resseguro, cujos custos aumentaram em 87 milhões de euros brutos, assim como pelos terremotos em Porto Rico (83 milhões brutos) e a tempestade Glória na Espanha (22 milhões brutos). Estima-se que o efeito da COVID-19 nas unidades de seguro seja neutro para a Mapfre, com a diminuição da frequência dos sinistros de Automóveis, o que compensa os sinistros diretos em Mortes e Saúde, principalmente.

Desde o início da crise, a Mapfre vem mobilizando recursos e adotado medidas para garantir tanto a proteção de seus funcionários como para assegurar a continuidade do negócio, (destinando 24 milhões de euros para isso), mas ainda não é possível conhecer o alcance real da crise. Apesar disso, o forte balanço da Mapfre, seus altos níveis de capital e solvência, sua posição de liquidez e disponibilidade de financiamento adicional permitem antecipar que o impacto será limitado para o Grupo.

A taxa combinada do Grupo ao fim de junho ficou em 96,7% (+0,8 ponto percentual em relação ao ano anterior), e melhorou significativamente em relação a março deste ano. É importante destacar que a quarentena pela crise da COVID-19 resultou em uma redução de sinistros de Automóveis em todos os países, apesar de que em outros ramos, como saúde e morte na Espanha, aumentaram. O resseguro foi a linha de negócio mais afetada pelos sinistros relacionados à COVID-19, com um impacto líquido atribuído no negócio de 57 milhões, dos quais 50 milhões correspondem à cobertura de interrupção de negócios e o resto ao ramo de créditos.

O patrimônio líquido do Grupo ficou em 9,542 bilhões de euros, 5,6% a menos do que em dezembro de 2019, enquanto os fundos próprios aumentaram em 8,342 bilhões de euros, 5,8% a menos do que em dezembro do ano passado. Já os ativos totais ficaram em 70,171 bilhões de euros, 3,2% a menos do que no fechamento de 2019, como consequência da queda dos mercados de ações, da desvalorização das moedas e da redução da atividade.

Em relação aos investimentos do Grupo, ao fim do semestre o resultado foi de 51,35 bilhões de euros, 4,1% a menos do que em dezembro de 2019. A maioria desses investimentos, 55,3% (28,401 bilhões), corresponde à dívida pública, enquanto 18,5% (9,482 bilhões) estão em renda fixa corporativa e 4,8% (2,454 bilhões) em renda variável.

A taxa de solvência em março de 2020 ficou em 177,2%, com 85,5% de capital de máxima qualidade (nível 1), destacando a solidez e a resiliência do Grupo, e sua capacidade de uma gestão contínua. Esses níveis se mantêm em um patamar de tolerância marcado pelo Conselho de Administração, que vai permitir à Mapfre enfrentar essa situação e adotar as medidas necessárias para reduzir as consequências da crise.

 

Evolução do negócio

Os prêmios da Unidade de Seguros entre janeiro e junho deste ano chegaram a 9,095 bilhões de euros, uma cifra que representa 14,4% a menos em relação ao mesmo período do ano anterior, consequência fundamentalmente da paralisação da economia mundial por causa da crise da COVID-19. O lucro das unidades de seguro, no entanto, registrou um aumento de 12,7%, até 429 milhões de euros, demonstrando a resiliência do negócio principal do Grupo. A taxa combinada da unidade de seguros ficou em 93,8%.

É importante destacar que foram adotadas diferentes medidas de apoio aos clientes, para que estes pudessem enfrentar a situação criada pela COVID-19, e que os descontos realizados nos seguros de autônomos e PME na Espanha no mês de junho já superam os 55 milhões de euros.

O negócio de seguros na Espanha também registrou uma redução de 8%, com os prêmios em 3,911 bilhões de euros. No ramo de Automóveis, os prêmios sofreram uma redução de 5,8% (até 1,086 bilhões de euros), produzindo também uma importante queda na taxa combinada (12,1 pontos percentuais) até 81%, consequência direta da quarentena e da ausência da atividade econômica.

Entretanto no negócio de Lar, houve um crescimento acumulado até junho de 4% e de 8% no caso de Comunidades. Além disso, os ramos de empresas registram um aumento dos prêmios de 14,3% no primeiro semestre deste ano.

Em Saúde e Acidentes, manteve-se um bom ritmo de crescimento, com um volume de prêmios de 618 milhões de euros, ou 4,6% a mais.

Os prêmios de Mapfre VIDA, ficaram, no fechamento de junho, em 911 milhões de euros (-30,8%), influenciados pelo ambiente de baixas taxas de juros, o que dificultou a venda de produto Vida-Poupança, e uma menor emissão do negócio de bancasseguros. Destaca-se a boa evolução dos produtos de Vida Risco, que cresceram 4,2%. O patrimônio dos fundos de aposentadoria diminuiu para 2,7%, até 5,331 bilhões de euros, enquanto os fundos de investimento e outros ficaram em 3,462 bilhões, 3,8% a menos que no fechamento de dezembro do ano passado.

 

No México, os prêmios chegaram a 450 milhões de euros, com um decréscimo de 51,9%, destacando a evolução do negócio de Vida-Poupança (+48,3%). O lucro do negócio no país cresceu em junho 45,4% (21 milhões de euros).

Ademais, a República Dominicana duplicou seu volume de negócio, por volta de 175 milhões de euros, impulsionada pela incorporação do negócio de saúde de Ars Palic, e o Panamá registrou um crescimento de prêmios de 20,3% (124 milhões).

É importante destacar a boa evolução do Peru, que apesar de reduzir seus prêmios em 11,5%, aos 253 milhões de euros, continua sendo o país da região que mais contribui para o lucro do Grupo: 10 milhões de euros.

Nos Estados Unidos, onde os sinistros do ramo de Automóveis caíram de maneira significativa no mês de junho, os prêmios diminuíram 10,1%, chegando a 897 milhões de euros, fruto tanto das medidas de quarentena como da saída de alguns estados ocorrida em 2019. A evolução do resultado permanece positiva, ao aumentar o lucro em 87,2%, em 66 milhões de euros.

Em Porto Rico, o negócio manteve-se estável durante os seis primeiros meses do ano, com um volume de prêmios de 219 milhões de euros. O resultado é negativo como consequência dos dois terremotos que acometeram a região na primeira metade do ano, cujo impacto líquido ao negócio de seguros chega a 26 milhões de euros.

Na Turquia, os prêmios foram de 182 milhões de euros (-24,3%) e o lucro chega a 14 milhões (frente às perdas de 3 milhões do ano passado). Na Alemanha os prêmios cresceram 3%, chegando a 215 milhões, e os da Itália (primeiro país europeu afetado significativamente pela COVID-19) ficaram em 181 milhões (-31,7%).

No fechamento do primeiro semestre deste ano, os prêmios da Unidade de Resseguro foram de 2,123 bilhões de euros (-5,1%) com um resultado negativo de 48 milhões em consequência do custo dos sinistros derivados da COVID-19 (57 milhões de euros), dos terremotos em Porto Rico e dos efeitos da tempestade Glória na Espanha.

Já os prêmios de Mapfre GLOBAL RISKS subiram um 38,8%, chegando a 787 milhões de euros. Seu resultado é negativo (4 milhões de euros), influenciado pelo impacto (9 milhões líquido) dos terremotos em Porto Rico.

Por último, os lucros da unidade de Assistência foram diminuíram 22,4%, ou 386 milhões de euros. O resultado (-13 milhões de euros) é influenciado pelos sinistros da cobertura de cancelamento de viagens, cujo custo supera os 18 milhões de euros.

 

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As Medidas Alternativas de Rendimento (MAR), utilizadas no relatório, que correspondem às medidas financeiras não definidas e não detalhadas no contexto das informações financeiras aplicáveis. Sua definição e cálculo podem ser consultadas diretamente no link: https://www.mapfre.com/pt-br/acionistas-e-investidores/centro-de-documentacao-financeira/

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Madri, 24 de julho de 2020. Para mais informações, entre em contato com a Diretoria Corporativa de Comunicação da Mapfre (telefones +34 91 581 91 68 ou +34 91 581 87 14), e-mail juanfrances@mapfre.com; joaquinhernandez@mapfre.com;