O hidrogênio, primeiro elemento da tabela periódica e o elemento químico mais leve que existe, pode ser produzido de forma renovável e é um combustível limpo, desde a sua produção até o seu consumo. Uma de suas principais vantagens é a versatilidade, que permite uma resposta global aos setores de energia, transportes, industrial e residencial. 

Embora atualmente 95% do que é utilizado, principalmente na indústria, seja cinza ou marrom (reaproveitado a partir do gás natural), o impulso das energias renováveis​e o interesse na descarbonização da indústria contribuirão para o avanço do hidrogênio verde a partir de fontes renováveis – diretamente, por meio de um eletrolisador de água –, como biocombustíveis ou biogás.

Como explicou Javier Brey, presidente da Associação Espanhola de Hidrogênio, em entrevista à revista da Mapfre GLOBAL RISKS, já existem postos de serviço e muitas outras aplicações da substância, mas seu uso doméstico como alternativa ao gás natural continua mais distante do que a possibilidade de comprar um veículo movido a hidrogênio. “A penetração nos diversos setores virá da mão do mercado e de como suas tecnologias serão implementadas”, avançou.

As empresas mais importantes do mundo trabalham com este elemento e o setor de transportes já anunciou protótipos de aviões, navios, trens ou ônibus. O seu potencial é enorme, como poder armazenar toda a energia que sobrou na Espanha nos primeiros 180 dias do ano, obtida exclusivamente renovável, para utilizá-la nos próximos 180 dias restantes. Brey avisou que a tecnologia está pronta, embora sejam necessários normas e regulamentações para normalizar seu uso.

A Mapfre é uma empresa que trabalha para o desenvolvimento sustentável, com foco no presente e olhos para o futuro. Continuamos avançando nos compromissos com a Agenda 2030 das Nações Unidas e na estratégia de combate às alterações climáticas, que se apoia em diferentes ações, incluindo a redução da pegada ambiental, comprometida com a neutralidade de carbono na área territorial IBÉRIA em 2021 e neutralidade de carbono para o Grupo como um todo, em 2030.

Confira aqui a entrevista na íntegra.