A preparação para os riscos é uma questão que afeta a própria sobrevivência de uma PME. O estudo Empresas 360º, elaborado pela Mapfre, demonstrava esta realidade: sete em cada dez PME que sofrem um sinistro grave desaparecem se não tiverem um seguro adequado. Outra conclusão ilustra a diferença entre a proteção real e a percebida pelos pequenos e médios empresários: mais de 90% das PME acreditam que o nível de cobertura de seus riscos é muito ou bastante adequado, mas a realidade é que um terço dos riscos dessas empresas não contava com qualquer proteção.

Quais são os riscos para uma PME?

Os riscos que uma pequena ou média empresa pode enfrentar, e para os quais os seguros podem oferecer cobertura, são divididos em quatro tipos:

São aqueles que afetam os ativos, materiais e imateriais que a empresa possui: seus imóveis e instalações, móveis, equipamentos eletrônicos e informáticos, matérias-primas, inventários, veículos, etc.

Os seguros que cobrem o patrimônio protegem o investimento das PME nesses ativos contra todos os tipos de riscos, como roubos, incêndios, danos elétricos, fenômenos meteorológicos adversos ou atos de vandalismo.

Eles são, por um lado, a possível paralisação das atividades da empresa por acidentes ou sinistros graves e, pelo outro, possíveis inadimplências que pode acontecer como consequência de vendas realizadas a crédito.

No primeiro caso, a existência ou não do seguro é chave para que a PME não tenha que encerrar suas atividades. No estudo 360º, mencionado acima, e pelo fato de que sete em cada dez PME desaparecem devido a um sinistro grave, isto ocorre porque não contam com um seguro que cubra a paralisação temporária de sua atividade. Muitas PME desconhecem qual seria o verdadeiro impacto de estar nessa situação.

Mas um sinistro não é o único imprevisto que pode afetar a estabilidade econômica de uma empresa. Com as vendas a crédito, muitas vezes as PME enfrentam cegamente as inadimplências. Um seguro com esta cobertura cuida da análise de solvência e riscos dos clientes, das medidas para recuperar as dívidas não pagas e de antecipar indenizações pelas inadimplências.

A atividade de uma empresa ou de seus funcionários pode causar danos ou prejuízos a terceiros, pelos quais o pagamento de uma indenização pode ser exigido aos afetados. Os seguros de responsabilidade civil respondem com o pagamento dessa quantia quando isso exigido a um segurado.

Exemplos destes riscos são:

Esta categoria abrange todos aqueles que protegem os trabalhadores da empresa. São compromissos e benefícios como planos de aposentadoria, seguros médicos ou seguros de acidentes para funcionários, entre outros.

Em setores com alta rotatividade, medidas deste tipo podem contribuir para atrair e fidelizar os melhores trabalhadores, também com sistemas de retribuição que reconhecem a permanência de longo prazo na empresa. Propostas como as ofertas de saúde estão se tornando cada vez mais populares, e não apenas pelo benefício que representam para o funcionário; para uma PME com um quadro de funcionários reduzido, também pode ser de grande ajuda a agilidade para que um de seus trabalhadores possa ser atendido por um médico, por exemplo.

Quanto maior o tamanho, maior o seguro

Um dos fatores mais influentes no nível de cobertura seguradora de uma empresa é seu faturamento e tamanho. É uma questão de estruturas e diversificação: em geral, quando uma PME cresce, ela cria novos departamentos e incorpora profissionais com maior contato com o risco e o setor segurador, por exemplo, perfis financeiros ou de recursos humanos, e a experiência demonstra que busca uma cobertura maior para seus riscos, em comparação com PME de menor tamanho que optam pelas proteções mais básicas.

“A grande maioria das PME tem deficiências, é muito comum que seus riscos não estejam cobertos adequadamente. Em muitos casos, identificam as soluções de seguros como orientadas a grandes empresas ou não sabem que certas situações podem ser cobertas, como inadimplências de prestadores”, explica Carlos Grangel, diretor de Desenvolvimento Comercial de Autônomos e PME da Mapfre España, quando a verdade, diz ele, é que “estão perfeitamente pensadas e adaptadas para PME”, também em termos de custo.

Uma boa gestão de riscos pode estar ao alcance de qualquer PME. SIRMAP 360º é uma iniciativa da Mapfre que oferece uma análise completa do nível de risco de uma PME e as chaves para sua prevenção e gerenciamento. É uma maneira de “democratizar” soluções que as grandes empresas já possuem por seus próprios meios, diz o responsável por Autônomos e PME da Mapfre España.

Novas preocupações: sustentabilidade, economia energética, inovação…

A busca pela eficiência e sustentabilidade na utilização dos recursos está cada vez mais no topo das prioridades das PME, que veem nisso não apenas uma oportunidade de reduzir custos, mas de melhorar sua reputação e posicionamento, gerando até mesmo novas oportunidades de negócio.

Diante desta sensibilidade, a Mapfre oferece na Espanha às empresas seguradas coberturas para que elas possam economizar em suas faturas, entre elas um comparador de tarifas energéticas, e para que melhorem em matéria de sustentabilidade, com ferramentas para saber como se encontra sua empresa atualmente em relação aos principais indicadores da economia circular e aos benefícios de sua aplicação, bem como calcular a pegada de carbono e criar um plano para sua redução.

A Mapfre também pode ser uma aliada para as empresas emergentes que realizam alguma atividade relacionada ao setor, por meio do Insur_space, o programa fast-track-to-market para startups da Mapfre Open Innovation. Esta iniciativa, que já beneficiou dezenas de novas organizações, oferece a possibilidade de lançar um piloto em menos de seis meses junto com qualquer entidade da Mapfre em nível global, colocando à disposição das empresas o conhecimento e posicionamento em mercados estratégicos e até 100.000 euros de financiamento sem entrar em participação acionária.