O encontro reuniu líderes do setor segurador de todo o mundo para debater o futuro da indústria em um contexto de transformação acelerada. Durante os dois dias de evento, os profissionais puderam explorar como a tecnologia e a colaboração estão impulsionando o futuro dos seguros na região. 

Pela Mapfre, nossos colegas Javier Maraña e Jesús López, do Escritório de Inovação Tecnológica, estiveram presentes para absorver as últimas tendências e visões, interagir com o ecossistema, trocar pontos de vista e levar novas ideias e conhecimentos que aprimorem nossos projetos e estratégias. 

Mesa redonda sobre inteligência emocional e IA 

Javier Maraña participou de uma mesa redonda intitulada "Emotional Intelligence meets AI: Humanising customer experience" (Inteligência Emocional e IA: humanizando o atendimento ao cliente, em espanhol).

A conversa reuniu a visão de especialistas sobre como manter o toque humano à medida que a automação e a IA redefinem o setor segurador. Foram abordadas formas de integrar empatia, inteligência emocional e personalização a processos cada vez mais digitais, como o atendimento ao cliente e a gestão de sinistros.  

Javier aprofundou questões como IA generativa, geração de vozes sintéticas e clonagem de voz, além do impacto da IA na experiência do cliente e o futuro da interação. Nesse último ponto, ele se apoiou em um novo estudo realizado pela Mapfre, que será divulgado em breve. 

“Ter assistentes de IA à disposição dos nossos colaboradores nos Contact Centers nos ajuda a tornar as interações com os clientes mais eficientes. Esses assistentes podem oferecer grande valor aos usuários, com respostas mais precisas e personalizadas”, destacou Javier em uma de suas falas. 

Quatro aprendizados do ITC Europe  

Não poderíamos encerrar nossa participação sem destacar alguns pontos-chave que Javier Maraña e Jesús López levaram do evento, lições valiosas para qualquer inovador no setor de seguros: 

1. A IA já não é opcional 

Desde a automatização de processos até a criação de novos modelos de negócio, a inteligência artificial está redefinindo o core do seguro, com grande foco na chamada AgenticAI. O setor enfrenta o desafio de integrá-la com transparência, responsabilidade e em conformidade com os reguladores.  

2. Megatendências que reconfiguram o risco 

Mudanças climáticas, cibersegurança e fluxos migratórios estão alterando o mapa de riscos. O setor precisa se adaptar a essas novas realidades. 

3. O desafio dos dados: ouro por lapidar 

A indústria seguradora gera volumes gigantescos de dados, mas ainda há muito a fazer para transformá-los em valor. O modelo “data mesh” pode ser aliado ou obstáculo, e a qualidade dos dados se torna mais crítica do que nunca. 

4. Empatia na era digital 

A IA pode aprimorar o atendimento sem perder o toque humano, combinando assistentes virtuais e agentes reais nos momentos-chave. Num setor que é feito por e para pessoas, identificar esses momentos e acompanhar os clientes da melhor forma possível é essencial.