Neste contexto, CESVIMAP, o Centro de Experimentação e Segurança Viária da Mapfre, lidera uma iniciativa pioneira para conhecer o comportamento, estabelecer possíveis riscos e reduzir as falhas das tecnologias de percepção do ambiente instaladas nestes veículos.
Junto com a Universidade Carlos III de Madri e a Universidade Politécnica de Madri, pesquisamos em todas as tecnologias necessárias para a implantação da condução autônoma: sensores ultrassônicos e infravermelhos, ferramentas de navegação e posicionamento por satélite, sistemas de câmaras e radares, entre outros. As conclusões extraídas serão essenciais para posicionar a Mapfre como seguradora de referência neste ecossistema inovador.
Então, entro no carro e não faço nada mais?
“Ainda falta muito para o veículo autônomo, tal e como todos entendemos: entro no carro e ele sozinho me leva ao trabalho” explica Rodrigo Encinar, responsável pela P&D no CESVIMAP. “A direção autônoma de transporte de pessoas é muito difícil. Em percursos cativos, com limitações e fechados, já existe, mas em rotas abertas vejo mais difícil”.
Neste ponto é preciso entender que, quando falamos de direção autônoma, nos encontramos com vários níveis: desde o 0, no qual um ser humano realiza todas as tarefas de direção, e um assistente automatizado detecta veículos nos ângulos mortos; até o 5, no qual os sistemas do veículo finalmente poderiam prescindir do motorista humano. Entre ambos os cenários, uma ampla faixa de possibilidades na que ainda falta muito que pesquisar.
Não obstante, o paradigma propõe outras interrogações mais além do puramente tecnológico. Em primeiro lugar, vazios legais. Em nosso país, a Lei sobre Responsabilidade Civil e Seguro não está atualizada e ainda não contempla a circulação sem motorista. Por outro lado, enfrentamos debates éticos. De quem seria a responsabilidade em caso de acidente? Em um carro totalmente autônomo, a quem deveríamos segurar?
Em nossa revista corporativa El Mundo de Mapfre você encontrará uma reportagem completa na qual poderá considerar estas e outras questões, além de conhecer a fundo a pesquisa que estamos desenvolvendo sobre o veículo que, sem dúvida, mudará a forma em que concebamos a mobilidade em um futuro não muito longínquo.