As chaves que o júri terá em conta são a sua sustentabilidade ao longo do tempo, viabilidade e escalabilidade para poder reproduzir, no futuro, a nível nacional e internacional, multiplicando a sua abrangência.
Os empreendedores são elegíveis para € 90.000 em prêmios e irão receber apoio, orientação e ajuda para comunicar e desenvolver eficazmente as suas propostas através de coaching fornecido pela IE University.
Participam iniciativas voltadas para a melhoria da saúde e da tecnologia digital, prevenção e mobilidade segura e sustentável e economia do envelhecimento. Apresentamos os finalistas:
1. Categoria de Melhoria da Saúde e Tecnologia Digital (e-Health)
- Medicsen (Espanha), primeiro dispositivo do mundo a distribuir medicamentos sem agulhas. Projetada inicialmente para pessoas com diabetes que usam agulhas subcutâneas no dia a dia, a tecnologia poderia ser adaptada a outros tipos de pacientes e doenças. As ondas inofensivas aumentam o tamanho dos poros naturais da pele, permitindo a entrada de macromoléculas de até 2.000 KDa.
- Tele Ecografia para todos (Peru), ultrassons aplicados remotamente e de forma assíncrona, que permitem diagnosticar patologias sem a necessidade de um especialista em pessoa ou a necessidade de largura de banda. É um projeto que aproxima os especialistas em radiologia de áreas onde esses exames não eram praticados. Ele usa protocolos volumétricos na obtenção de imagens que podem ser aprendidas em 2 dias por profissionais de saúde não treinados.
- Fleximedical (Brasil), unidades de saúde móveis e portáteis totalmente adaptadas que permitem que regiões vulneráveis tenham acesso a cuidados médicos. Entre as unidades que oferecem, encontram-se complexos hospitalares dotados de alta tecnologia e todos fabricados com materiais que garantem sua durabilidade e baixo custo de manutenção.
2. Categoria de Prevenção e mobilidade segura e sustentável
- ArejaBus (Brasil), Sistema de ventilação híbrido que utiliza o próprio movimento do ônibus para melhorar a sensação térmica e a qualidade do ar do transporte público urbano, uma alternativa ecológica e de baixo custo ao ar-condicionado. Reduz as chances de proliferação de doenças infecciosas e já impactou a vida de 26 mil pessoas, após ensaio em parceria com a empresa responsável pela operação do transporte público na Bahia.
- Mobility Mojo (Irlanda), um sistema de classificação global independente para acessibilidade em hotéis. Avalia e exibe recursos acessíveis do hotel usando tecnologia inovadora, conecta os hóspedes a eles e promove reservas diretas.
- Wheel The World (Chile), plataforma para que os viajantes com deficiência encontrem e reservem experiências de viagem 100% acessíveis. Os usuários podem encontrar e reservar serviços turísticos com as características de que necessitam, procurando destinos, hotéis, passeios ou pacotes adaptados e, uma vez agendado o serviço, a plataforma disponibiliza ao hotel ou operador as informações essenciais para os satisfazer.
3. Categoria de Economia do envelhecimento (Ageingnomics)
- Labora (Brasil), plataforma capaz de desbloquear barreiras para acelerar a inclusão da diversidade geracional nas empresas. Projetada para agilizar os problemas de recrutamento, treinamento e integração enfrentados pelos departamentos de recursos humanos, a plataforma se concentra em profissionais mais velhos.
- Rosita Longevity (Espanha), uma treinadora que ajuda os idosos a se prepararem para a longevidade. É um aplicativo (app) que ajuda pessoas com mais de 60 anos a melhorar hábitos saudáveis com treinos em casa – gratuitos e online – “para que, em 10 anos, não tenham 10 anos mais”.
- Seniorpal (Colômbia), iniciativa que oferece experiências disruptivas em ambientes multigeracionais projetados para idosos que os capacitam a viver intensamente por meio da tecnologia. Sua oferta de serviços inclui workshops personalizados, sessões de treinamento, serviços de assistência remota ou presencial e um clube social para promover novas amizades.
Estes são os projetos finalistas, embora a chamada tenha recebido mais de 300 iniciativas desenvolvidas por cientistas, pesquisadores, estudantes universitários ou escolas de negócios, até 28% mais do que na edição anterior, um reflexo do papel cada vez mais ativo dos empreendedores e inovadores sociais.